Mostrando postagens com marcador Poetisa Nova. Mostrar todas as postagens

Não Me Atrai e Atrai-me


Não me atraem as palavras rebuscadas...
Não me atrai o status do poeta...
Não me atraem as discussões filosóficas e poéticas...
Não me atrai o champagne sem morangos...
Não me atrai o protocolo do vinho...
Não me atrai a cerveja sem álcool...
Não me atrai o cigarro sem fumaça...
Não me atrai o sexo por obrigação...

Atrai-me a magia das palavras simples...
Atrai-me a audácia do poeta...
Atraem-me as discussões despretensiosas...
Atraem-me os morangos nas borbulhas dos champagnes...
Atrai-me o vinho entre amigos, o vinho entre amantes...
Atrai-me o álcool desinibidor da cerveja...
Atrai-me a fumaça de uma boca bonita. Melhor, a boca bonita...
Atraem-me os beijos da boca bonita a transformar em obrigação prazerosa tudo o que tão somente um único beijo pode reacender...

Eliane Azevedo


http://diariodacinderela.blogspot.com/poema.
http://thageiger.blogspot.com/imagem,

Anjo falhado


Sem asas, caí do céu
E na terra tive de caminhar.
Cruel destino o meu
Que já não me permite voar.

Cada passo é uma pena pesada
Neste labirinto escuro.
Sou uma pobre alma penada
E nem a vida, nem a morte procuro.

Não consigo avistar o horizonte,
Nem uma réstea de ilusão tenho.
Da esperança, secou a fonte.
Em mim, só o vazio contenho.

Ó Deus, sou um anjo falhado!
Nem em mim soube acreditar.
Sou um sonho humilhado
E nem Tu me podes salvar!


Anjela

Fontes:
http://esbocodepalavras.blogspot.com/poema.
http://www.adilsoncosta.com/imagem

Mea Culpa



Sento ao meu lado,
Semeando pensamentos

Na chuva, escrava do meu
Tumulto enquanto flores
Crescem em mim, machucando
A minha mente.

Cruzo os meus braços, sentindo
O peso do impasse, olhando o nada,
Procurando pelo nada, honrando
Esse doce nihilismo.

É uma noite sem dia,
É um momento inaudível
De sacrilégio deste réptíl 
Antissocial enquanto a vida
Segue o seu fluxo alienado.

Olho as pessoas ao redor
Com grande penetração.
Estão tão concentradas em
Suas grandes vidas.
Hesito o tempo suficiente para
Medir a minha e achar
Que preciso de serenidade.
Onde posso comprá-la?
É cara?
Não posso controlar as minhas mãos
E pernas.

Não posso controlar a minha mente.
Um desespero sem cor me faz engolir
Sentimentos e sentidos
E eu me culpo por não saber ser
Feliz.


Karla Bardanza


Fontes:
www.luso-poemas.ne/poema

http://tepoeta.blogspot.com/imagem


O Nada a Coexistir


Eu vi na multidão um só coro
Decisão
Era o julgamento do tal
Sentimento
Cantaram as saudades protestas
Vaidade
Acorrentaram-se os segredos dos amantes
Receios
Pararam ao muro aquele
Gesto
Contemplaram o olhar vazio
Lágrimas
A torre guardava o fio prestes a rebentar...
De-sen-can-to
- Vamos a matar Eros!
Dentre os amores não-correspondidos
Mágoa
O ser que se perdeu e vaga
Em alma insípida babacada
Acaba.

Lira Andracius

Fontes:
http://manucp1.blogspot.com/poema

Coração Ferido


Ao cerrar os olhos, não vejo nada.
Um vazio invade minha alma.
Fatigada pela vida.
Descrida do mundo.

Sentindo uma imensa dor.
Sei que existem vários tipos de dor.
Mas para quem ama, não há dor pior do que a de perder um grande amor.

Sim, estou chorando pelas feridas que estão abertas em meu peito.
Já perdi a noção de tempo e lugar.
Não te culpo, tola fui eu que nasci pra te amar.

Lany Monteiro


Fontes:
http://www.bethynha.com.br/poema
http://www.imotion.com.br/imagem

Eu Sou!


Sou um sorriso com todos os dentes,
Daqueles de orelha a orelha;
Meio sem graça, ingênua, não sei,
Esperando para saber realmente quem você é.

Sou meus pais, irmãos e amigos;
Sou minha maior frustração e meu maior desejo;
Meu coquetel de sentimentos servido com gelo seco,
Sou minhas descobertas e minhas esperanças.

Sou minhas metas de amanhã
Assim como também sou muito bem
Minhas metas passadas e cumpridas.

Sou um samba a lá Vinícius
E um filme de suspense,
Sou blusa branca, calça jeans, decote e tênis,
Sou também pijama e meias no dia de folga.

Sou lágrimas de TPM
E livros de literatura;
Sou creme de morango com champagne,
Cabelos coloridos e unhas pintadas de vermelho.

Sou um turbilhão de palavras desesperadas
Que saem pela boca sem se calar
Sou sincera demais..
E velha demais..

Sou um bom museu
E uma boa peça de teatro
Sou piada sem querer
Sou visita inesperada

Sou uma dose de José Cuervo caprichada
Sou a última da festa
Sou fast food mesmo
Com coca-cola gelo e limão

Sou minhas lembranças,
Minha infância,
Meus brinquedos;

Daniela Pedreus

Fontes:
http://danielapedreus.zip.net/poema
http://ncego.blogspot.com/imagens

Liberdade


Liberta-me os sentidos presos entre as veias,
liberta-me o sangue que se quebra nas ausências e nas distâncias,
a liberdade dos loucos é a musicalidade dos sentidos,
a liberdade dos sentidos é o despertar dos puros de coração.

Liberdade...

A liberdade dos meus gestos é a imagem do teu rosto,
a liberdade da minha voz é a música do teu olhar,
há liberdade quando o coração desperta na pureza,
ergue-se a fortaleza no reflexo da tua face para lá do meu rosto...

... tanta liberdade e uma só alma para a viver.

Margarete

Fontes:
http://www.luso-poemas.net/poema
http://atelierdejesus.blogspot.com/imagem

Se Eu Pudesse


Se eu pudesse
beijaria os traços de luz
que o teu olhar deixa passar

Meu desejo nos lábios rubro
pronta para te beijar

Se pudesse caminharia
pelo teu corpo
insanamente felina

Saciaria minha alma
em câmara lenta
escreveria no tua carne
em cada letra a paixão que nasce
no ventre

Se pudesse me entregaria mar dentro
queimaria vivo os poemas
meu corpo de par em par
à tua espera com loucura

Em gestos mudos
deslizaria silabas
rimas desenfreadas


Se pudesse a loucura
em mim vestiria
gritaria ao Mundo o quanto te amo...
amor se eu pudesse....
… mas como não posso
só me resta o meu querer pulverizar
no aroma do amor

O amor que me vicia
a cada dia
amanheço no tempo
em goles de luz
irradio o etéreo brilho
que o teu amor me conduz


morethanwords

Fontes:
www.luso-poemas.net/poema
www.victtoriarossini.blogspot.com/imagem

Untitled

By riverstorm1966

Procurando por você pela escuridão

e não encontro nada

nem sequer vestígios

e lembranças

do que eu ainda posso me lembrar

Você está tão longe

mas eu te sinto aqui tão perto

não haverão mais manhãs de sol como aquelas

jamais haverá...

Eu pude imaginar tantas coisas

tantas noites ao teu lado

mas eu nunca pude imaginar

eu sem você

sou como uma ilha sozinha

que a neblina esconde fácil

fazendo com que ninguém a veja

mas ela continua lá

presa ao fundo do oceano

a espera da manhã que trará a luz...

tantas noites a tua procura

sem nada para encontrar

como o tempo pode passar assim

eu posso te sentir aqui

então não fique tão longe

eu preciso de você por perto

eu já não tenho

a mesma força do começo

olhe para trás

eu continuo vagando à sua procura

ande logo antes que eu me perca

presa para sempre

procurando você por entre as árvores

não me deixe tão só

você é o único motivo

por ainda continuar aqui

não deixe que tudo se perca

você é o único que pode me encontrar

você é o único que sabe como chegar até mim

você é o único que sabe o caminho

não me deixe morrer...


Bianca Marcele Bertuzzi

Fontes:
wwww.spectrumgothic.com.br/texto
www.www.media.photobucket.com/imagem

Perdida, Triste, Vazia


Perdida em meu mundo, em meus pensamentos;
sem saber onde ir;
sinto cada vez mais a escuridão tomar conta de meu corpo;
Aos poucos vou encontrando um enorme vazio.

Indo contra a luz;
sem saber o que fazer;
não sei para onde vou...
sinto perder a respiração a cada minuto que se passa;
nem sequer me lembro quem sou.

Estou só, imensamente só.
Não pense que isso me faz mal;
pelo contrário;
é tudo o que sempre desejei.

Paciência, não tente me entender;
você não conseguiria,
nem mesmo eu consigo,
viva sua vida e me deixe em paz.

Se você acha que não consegue me esquecer,
esqueça isso, e conseguirá.
Você acha que tenho todas as respostas;
mais eu acho o mesmo de você;
Lembre-se, estamos só, apenas só.



Perdida, triste, vazia.
É o que sou.
É o que sempre fui.
Não tente mudar isso,
Viva sua vida e me esqueça.
esqueça que um dia fomos felizes;
esqueça que você sorriu pra mim;
esqueça que só víamos a luz e nunca a escuridão;
esqueça que nunca estávamos sozinhos;
esqueça que um dia me amou.
esqueça...
apenas esqueça o que digo.
E esqueça quem fui.


Emori Souza


Fontes:
www.media.photobucket.com/By deynalma
www.spectrumgothic.com.br/Texto

Rosas


Meu campo está cheio de rosas em botões.
E espinhos existem mais do que as pedras no chão.
Não tenho como colher as rosas,
Pois meus pés não agüentam
A dor das pontas das pedras.
E mesmo se suportasse,
Eu não poderia pegar as rosas.
Os espinhos são grandes, afiados
E estão por toda parte
Mesmo sem exitar aos espinhos em minha carne,
Colheria somente botões.
Não adiantaria deixá-las na roseira,
Pois a gelidade da noite de ventos tempestuosos
Quebrariam as rosas e nunca desabrochariam,
E ali morreriam
E vão secar com o sol tórrido
Do dia abafado.
E nunca mais existirão rosas de nenhuma cor,
Pois só ali, naquela parte do meu coração
Elas foram cultivadas.
Os sofrimentos e as angústias
Fizeram a vida
Querer se extinguir em mim.
Então, não preciso mais viver,
E nem as rosas dentro de mim.


Cláudia E. W. Rigo

Fontes:
wwww.spectrumgothic.com.br/texto
www.photobucket.com/imagem

Melodia




Mistura-se a música
no ar, e as minhas mãos
nas tuas,
chegas-te a mim,
devagarinho...
como quem não arrisca
tocar as notas soltas
com medo de as calar...

Soltas-te nas colcheias
e nos meus braços....
respiras luar
e os compassos
de uma música
que eu não deixo parar...
porque a guardei
já em mim...

Os teus lábios
na minha pele
roçam de leve o horizonte...
uma lágrima teimosa
rola o vitoriosa
deixando a descoberto
o caminho
da fonte em que nasceu...
tem um brilho azul
cristalino e suave...
cheira ao fim de tarde
temperada de vento sul
que teima em deitar
nos meus ombros nus...

Enrolo-me num abraço
que marca o compasso
de uma dança
que não sei dançar...
encontro, porém...
no teu olhar, o ritmo
e o passo que também não sei dar...
mas não paro, dou mais um passo
na rota do teu queimar...

A um passo dos meus lábios,
estão os teus...
ao lado do meu rosto
está o cêu...
o sol adormeceu
no mar da música
que dança no ar,
mas em seu lugar
ficou a lua...
branca, nua
sempre a dançar..

E a melodia, sempre lenta
sempre lá...
os braços sempre tocando...
criando laços, fora dos espaços
e dos abraços
que não te dou...

Porque a música acabou!

Mas ficou a melodia....

Eterea

www.oblogdalibelua.blogs.sapo.pt/texto
www.i48.tinypic.com/imagem

Reinventamos a Amizade


Foi nesse final de dia, depois de há muitos anos andar perdida na floresta de sombras agigantadas pela obscuridade.
Fugira, já nem sei quando, dos labirintos de gentes apressadas e magoadas, tristes e insatisfeitas.
Percorria-me em cada trilho de solidão partilhada com o cheiro de pinheiros e giestas, com o piar da coruja e o voar raso dos morcegos que acordavam com o luar.
Caminhei sempre, sem procurar e ouvia-te a voz sussurrada, grave, presa à terra que te detém.
Conhecia-te dos meus mais profundos silêncios, eras tu quem me respondia quando questionava a vida.
Porque tardas? Porque não te vejo?!
Respondias-me que não era a ti que eu procurava e só quando a mim própria me encontrasse, ai sim, poderia saber quem tu és.

- Cada passo faz parte do caminho, por mais dispensável que te pareça. Cada emoção faz parte do conhecimento que terás de reunir!

Por vezes não te entendia, mas nesse final de dia sentia-me menos perdida. Aceitara uma calma aparentemente povoada de nada, mas cheia de tudo. Sentei-me no tronco morto e ressequido, de uma árvore que eu não sabia qual era. O sussurro aproximava-se na exacta medida em que me acelerava a pulsação, num sentimento imenso, que foge a quaisquer padrões linguisticos ou metafóricos, como se de um Destino se tratasse!

... Um Escorpião negro, reluzente...

Por um breve segundo temi, mas o sibilar foi doce e familiar, disseste-me que o maior perigo é o medo que nos impede de arriscar. O que podia eu temer ou perder?
Deixei-o subir para a minha mão e enlear-se nos meus anéis, esse Escorpião que eras tu... Mas o ferrão, o veneno mortal?!...
Enquanto num turbilhão de imagens me passava a vida, não me deste o teu veneno, era doce o que tu destilavas, e o teu sibilar continuou:
- Sou eu quem sempre te acompanhou, foi a tua confiança em mim que transformou em mel o mais letal dos venenos.

Guardei-te em meu peito até hoje, e para toda a eternidade se venceu o mais baixo e mortal dos instintos. Reinventámos para sempre a confiança na Amizade!

Eterea

Fontes:
www.oblogdalibelua.blogs.sapo.pt/texto
www.media.photobucket.com/By Keefers_/imagem

S i m p l i c i d a d e


Simplicidade somos nós fugazes no tempo
trocando mãos e suaves afagos, bebendo
o riso louco das nascentes em fogo fátuo

Simplicidade é tudo que nos veste para o amor:
a cama breve, a cambraia dos teus dedos,
o meu riso sem inocência, a tua voz enrouquecida

São os meus sonhos peregrinos, descalça em
chão de lírios, pétalas pisadas pelo meu corpo
dançando em toada muda à beira do teu fascínio

São as palavras novas que nos oferecemos
e em cálice de sagrada líbido, as bocas impuras
nos bebemos - travo de imensidão e doçura...

São as carícias que trocamos em dedos de
cristal fino; os lamentos do vento em noites
de prodígio; as madrugadas em pedra refundida

Nesta simplicidade das rosas desfazemos
os fios enredosos e as lianas da selva de
candelabros onde tocam trémulos violinos

E nessa simplicidade a poesia vem sedutora
como lágrima que se foi, um suspiro que cessou,
um gesto de amor que recôndito se recria

Ah, quanto partes, amor, vem a poesia...


Sara


Fontes:
www.oblogdalibelua.blogs.sapo.pt/texto
www.media.photobucket.com/imagem/By nickroylance

Cavaleiro do Crepúsculo


Cavaleiro meu, por onde andais?
Por onde passa vosso cortejo de
espinhos e anseios, vossa cortesia
de bardo, esse olhar de romeiro que
escava palavras, e descobre numa
mulher suas veias, suas recônditas
enseadas?

Cavaleiro meu, vossos braços me
embrulham nesta névoa, a cúmplice
feiticeira dos amantes, um secar de
pálpebras pelo sal da penumbra, um
confim de frase nunca dita ao entardecer
dos prazeres e coisas interditas, esse
crepúsculo de cinzas por ancestrais malditas.

De onde trazeis esssa emoção? Que
cheiros peregrinos e areias desprendem
vosso bargal, a que portos rumaram
os teus medos, que suor exala esse
teu corpo, que segredos? Mantos são
esses vossos de linho moço e sonâmbulos
devaneios...

Donde a numismática de teu rosto,
essa força morena, esse magro
pescoço onde assobia o vento temível
das estepes ou doutros lugares inóspitos.
Porque nem sois, sequer ainda fostes o
dono de minhas noites, Cavaleiro meu,
quando teu outono?

Tuas vestes pela lua, uma nostalgia
de fim de tarde, algo próximo como
um sopro das lonjuras, eu te pressinto
no meu sangue, mercúrio irrelevante,
estio por crestar o pisar das folhas.
Cavaleiro meu, por que não me olhas?

Verás a teus pés um vaso de êxtase,
derramada a água da paixão pelas nossas
horas, esses momentos de cristal já fora
de horas, astro de luz impura, por que
tanto demoras? Há uma véspera de luz no
nosso limbo e a tepidez em teu corpo ancora...

Nunca vos vi, porém pressinto-vos
semeando no meu peito uma sintaxe
que é de dor, e um lamento, e um
frémito de loucura, um arrepio de
dedos, a opacidade da busca, um braço
de crepúsculo na madrugada fresca de
luxúria. E nunca tua voz impura.

Cavaleiro meu, anjo do mal, quando caís
em fio de lâmina de vosso frágil pedestal?

LibeLua

Fontes:
www.oblogdalibelua.blogs.sapo.pt/texto
www.3.bp.blogspot.com/imagem

Nada mais além...


palmeiras inventadas
florestas
águas de maio
meus olhos secos

percorro as veredas
na fome acossada dos machos
depois da perda
e do eco solitário de meus passos
faço rios...

grito teu nome
como se o silêncio das árvores
sufocasse o canto
e apenas o vento
ardesse na folhagem

nada mais além!

podia aqui ficar ou ir
que nenhuma ave soltaria o voo
nem a moribunda dor
se abriria como flor campestre
nem o perfume dos dias
seria azul em teus cabelos!

UmbigodeVenus

Fontes:
oblogdalibelua.blogs.sapo.pt/Texto
www.media.photobucket.com/Imagem by TDouglas

Vertigem


Redopio nas voltas da minha própria vertigem
quero-te chão, braços e maõs
quero-te voz, olhar e imagem
quero-te tão somente em mim.
Danço na orla dos teus lábios
quero-te beijo, ternura e viagem
quero-te melodia e compasso binário
quero-te para além da miragem
Estende até mim esse pedaço de tempo
que ficou preso no espaço dos teus sonhos
e sonha-o comigo de braços ao vento
Encharca-me de pétalas de flores
de odores e fragâncias de ti
e desfalece comigo meu amor
Mas morre dentro de mim

Eterea

Fontes:
www.photobucket.com
www.www.oblogdalibelua.blogs.sapo.pt

Traço


É este o traço que perfila o pensamento
estas linhas que eu escrevo
- e outras quantas mais-

Como botes viajando viagens de incertezas
lágrimas louvando alegrias e tristezas
paraísos de fúrias onde afogo o sofrimento
lagos cristalinos obde pousam os meus ais.

São palavras, apenas palavras
-bem sei-
rostos de vivências, mensagens recolhidas
o que sobra dos despojos
-espólio parco-
rumos que fui tangendo pouco a pouco
horizontes que talhei
o olhat tão longe
-longe e louco-
sendas sem destino, sinas redimidas
ao leme porfiado nunca exausto do meu barco.

Estórias que vou contando
sem páginas, sem livros, sem autor
memórias esculpidas
-sem nomes nem moradas-
tumultos de água frescas que lavaram
laivos rubros culpados por amor
esperanças em surdina libertadas
por entre as névoas que carpiram o meu jardim....

Rosas brancas- escassas- que restaram
dentro desta alma que se moldou dentro de mim.

Eterea

Fontes:
www.oblogdalibelua.blogs.sapo.pt
www.photobucket.com

Estremeço


Estremeço
quando na ponta dos meus dedos
sinto que também são tuas as palavras
que invento para te dizer como me fazes falta.

Conheço
o teu rosto e o teu cheiro
e respiro a tua alma e as tuas mãos
quando a solidão me procura para conversar e a noite já vai alta

Estarreço
quando a simples melodia
que me encharca os ouvidos e me lambe o peito
é a tua voz num rasto de um trovão que se transforma em amor-perfeito

E juro
que dos meus olhos
saltam pétalas de lírios da cor do sol
e da minha pele é expelido o aroma de um amor feito
nas bordas de uma praia deserta, e eu coberta pleas flores do girassol
que das tuas mãos derramas na minha pele nua
tendo por únicas testemunhas na terra a tua pele
e lá bem em cima, no cêu, a lua...

E adormeço
no aconchego de um colo que não conheço
mas que me sabe a morangos silvestres e a mel...

Eterea



Fonte:
www.oblogdalibelua.blogs.sapo.pt
www.media.photobucket.com

Libertação


Meu belo cisne
preso nas flores do meu peito
meu príncipe imperfeito
perdido nas rotas da vida

Meu cisne branco de luz
o meu corpo é um lago azul
minhas coxas estas algas
meus seios rosas ardentes
minha concha barca imensa
no desejo azul de ti.

Meu belo cisne encantado
obras de feiticeira insana
este branco encantamento
só beijo igual quebrará
e em homem te transforma
Vi as estrelas dos teus olhos
teu sorriso e esses vincos
que a vida riscou em ti
Vi tuas penas teu gesto
e a fuga em redor de mim

Meu amor assim te quero
nas manhãs de fresca alba
caminhando no deserto
marcado de pó e sal
caindo no meu regaço
teus olhos enfim sorrindo
meu pobre cisne cansado...

Cantarás dentro de mim
como canta à noite o vento
tua asa tensa no meu corpo
sob as penas o feitiço foi-se
teu canto final enfim se ouve e
com os corpos lagos encrespados
conhecidos amados estranhos
juntos enfim para o infinito
abraçados mergulhamos...

Sara

Fontes:
www.oblogdalibelua.blogs.sapo.pt
www.media.photobucket.com