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Meu campo está cheio de rosas em botões.
E espinhos existem mais do que as pedras no chão.
Não tenho como colher as rosas,
Pois meus pés não agüentam
A dor das pontas das pedras.
E mesmo se suportasse,
Eu não poderia pegar as rosas.
Os espinhos são grandes, afiados
E estão por toda parte
Mesmo sem exitar aos espinhos em minha carne,
Colheria somente botões.
Não adiantaria deixá-las na roseira,
Pois a gelidade da noite de ventos tempestuosos
Quebrariam as rosas e nunca desabrochariam,
E ali morreriam
E vão secar com o sol tórrido
Do dia abafado.
E nunca mais existirão rosas de nenhuma cor,
Pois só ali, naquela parte do meu coração
Elas foram cultivadas.
Os sofrimentos e as angústias
Fizeram a vida
Querer se extinguir em mim.
Então, não preciso mais viver,
E nem as rosas dentro de mim.
Cláudia E. W. Rigo
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