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A Idade e a Mudança - Lya Luft


Mês passado participei de um evento sobre o Dia da Mulher. Era um bate-papo com uma platéia composta de umas 250 mulheres de todas as raças, credos e idades. E por falar em idade, lá pelas tantas, fui questionada sobre a minha e, como não me envergonho dela, respondi.
Foi um momento inesquecível… A platéia inteira fez um ‘oooohh’ de descrédito. Aí fiquei pensando: ‘pô, estou neste auditório há quase uma hora exibindo minha inteligência, e a única coisa que provocou uma reação calorosa da mulherada foi o fato de eu não aparentar a idade que tenho? Onde é que nós estamos?’
Onde não sei, mas estamos correndo atrás de algo caquético chamado ‘juventude eterna’. Estão todos em busca da reversão do tempo. Acho ótimo, porque decrepitude também não é meu sonho de consumo, mas cirurgias estéticas não dão conta desse assunto sozinhas.
Há um outro truque que faz com que continuemos a ser chamadas de senhoritas mesmo em idade avançada. A fonte da juventude chama-se “mudança”. De fato, quem é escravo da repetição está condenado a virar cadáver antes da hora.
A única maneira de ser idoso sem envelhecer é não se opor a novos comportamentos, é ter disposição para guinadas. Eu pretendo morrer jovem aos 120 anos. Mudança, o que vem a ser tal coisa? Minha mãe recentemente mudou do apartamento enorme em que morou a vida toda para um bem menorzinho.
Teve que vender e doar mais da metade dos móveis e tranqueiras, que havia guardado e, mesmo tendo feito isso com certa dor, ao conquistar uma vida mais compacta e simplificada, rejuvenesceu.
Uma amiga casada há 38 anos cansou das galinhagens do marido e o mandou passear, sem temer ficar sozinha aos 65 anos. Rejuvenesceu. Uma outra cansou da pauleira urbana e trocou um baita emprego por um não tão bom, só que em Florianópolis, onde ela vai à praia sempre que tem sol. Rejuvenesceu.
Toda mudança cobra um alto preço emocional. Antes de se tomar uma decisão difícil, e durante a tomada, chora-se muito, os questionamentos são inúmeros, a vida se desestabiliza.Mas então chega o depois, a coisa feita, e aí a recompensa fica escancarada na face.
Mudanças fazem milagres por nossos olhos, e é no olhar que se percebe a tal juventude eterna.Um olhar opaco pode ser puxado e repuxado por um cirurgião a ponto de as rugas sumirem, só que continuará opaco porque não existe plástica que resgate seu brilho.Quem dá brilho ao olhar é a vida que a gente optou por levar.
Olhe-se no espelho…
Fontes:

Calem a boca, nordestinos! - José Barbosa Junior


Praia de Porto de Galinhas, PE, Brasil

Os nordestinos devem ficar quietos! Cale a boca, povo do Nordeste! Que coisas boas vocês têm pra oferecer ao resto do país? Ou vocês pensam que são os bons só porque deram à literatura brasileira nomes como o do alagoano Graciliano Ramos, dos paraibanos José Lins do Rego e Ariano Suassuna, dos pernambucanos João Cabral de Melo Neto e Manuel Bandeira, ou então dos cearenses José de Alencar e a mara...vilhosa Rachel de Queiroz? 

Só porque o Maranhão nos deu Gonçalves Dias, Aluisio Azevedo, Arthur Azevedo, Ferreira Gullar, José Louzeiro e Josué Montello, e o Ceará nos presenteou com José de Alencar e Patativa do Assaré e a Bahia em seus encantos nos deu como herança Jorge Amado, vocês pensam que podem tudo?
Isso sem falar no humor brasileiro, de quem sugamos de vocês os talentos do genial Chico Anysio, do eterno trapalhão Renato Aragão, de Tom Cavalcante e até mesmo do palhaço Tiririca, que foi eleito o deputado federal mais votado pelos… pasmem… PAULISTAS!!!

E já que está na moda o cinema brasileiro, ainda poderia falar de atores como os cearenses José Wilker, Luiza Tomé, Milton Moraes e Emiliano Queiróz, o inesquecível Dirceu Borboleta, ou ainda do paraibano José Dumont ou de Marco Nanini, pernambucano. Ah! E ainda os baianos Lázaro Ramos e Wagner Moura, que será eternizado pelo “carioca” Capitão Nascimento, de Tropa de Elite, 1 e 2.

Música? Não, vocês nordestinos não poderiam ter coisa boa a nos oferecer, povo analfabeto e sem cultura… Ou pensam que teremos que aceitar vocês por causa da aterradora simplicidade e majestade de Luiz Gonzaga, o rei do baião? Ou das lindas canções de Nando Cordel e dos seus conterrâneos pernambucanos Alceu Valença, Dominguinhos, Geraldo Azevedo e Lenine? Isso sem falar nos paraibanos Zé e Elba Ramalho e do cearense Fagner… E Não poderia deixar de lembrar também da genial família Caymmi e suas melodias doces e baianas a embalar dias e noites repletas de poesia…

Ah! Nordestinos… 
Além de tudo isso, vocês ainda resistiram à escravatura? E foi daí que nasceu o mais famoso quilombo, símbolo da resistência dos negros á força opressora do branco que sabe o que é melhor para o nosso país? Por que vocês foram nos dar Zumbi dos Palmares? Só para marcar mais um ponto na sofrida e linda história do seu povo?

Minha mensagem então é essa: – Calem a boca, nordestinos!

Calem a boca, porque vocês não precisam se rebaixar e tentar responder a tantos absurdos de gente que não entende o que é, mesmo sendo abandonado por tantos anos pelo próprio país, vocês tirarem tanta beleza e poesia das mãos calejadas e das peles ressecadas de sol a sol.

Calem a boca, e deixem quem não tem nada pra dizer jogar suas palavras ao vento. Não deixem que isso os tire de sua posição majestosa na construção desse povo maravilhoso, de tantas cores, sotaques, religiões e gentes.

Calem a boca, porque a história desse país responderá por si mesma a importância e a contribuição que vocês nos legaram, seja na literatura, na música, nas artes cênicas ou em quaisquer situações em que a força do seu povo falou mais alto e fez valer a máxima do escritor: “O sertanejo é, antes de tudo, um forte!”

Que o Deus de todos os povos, raças, tribos e nações, os abençoe, queridos irmãos nordestinos!!!!!

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A loucura, vez em quando, é fundamental! - Por: Ruth Borges



Hospício lotado, por favor, não insistir! Não há vagas para a normalidade, só entra quem sabe voar. A loucura nos propõe viver dias de fé e liberdade, a respirar relaxados, quando estamos cansados de nos martirizar por tudo.

Ah, como são admiráveis os que topam viver com uma boa dose de loucura, os que se jogam na pista de dança, os descabelados, os que vivem as verdades que falam, os que cantam músicas com a letra errada e os que não brincam de pique-esconde com os sentimentos.

É de se encantar os que não medem encanto, que se divertem em dias frios, que gargalham alto, os imperfeitos conscientes, os felizes do jeito que são, os que ardem de vontade, os que cortam e pintam o cabelo da cor que bem gostam.

É de arrebatar a alma gente destemida, gente tesão, que não se contenta só com a primeira lambida no sorvete, que escreve poemas sem métrica, que se aventura navegar no amor só com uma jangada.

Maravilha mesmo é gente que pode ser o que quiser, que topa ser do jeito que o peito manda, gente que toca tambor dentro da gente. São fascinantes os desvairados, os intensos, os imensos, gente grande, gente universo.

O que há de errado com o fato de estarmos felizes, mesmo que seja uma alegria a qual só nós enxergamos? Somos permissivos demais com as exigências do normal e enquadramentos externos, essas que quando inúteis, desligam as conexões com o que há de mais urgente e precioso dentro da gente. Podemos desconfiar de nossa insanidade, para, quem sabe, encontrarmos um retrato mais fiel de quem de fato somos — a razão dos loucos conscientes mora bem perto do coração. E é de lá que derramam momentos desarmados, encontrados e realmente felizes.

“Sim, você é louco, louquinho, mas vou lhe contar um segredo: as melhores pessoas são assim!” Gosto mesmo é de gente maluca, de gente “Alice no País das Maravilhas”, porque chega uma hora que nos cansamos de ser loucos assim sozinhos — apenas quando ninguém tá vendo. O mundo, às vezes, é meio cão e nós fugimos para a loucura tentando escapar de suas mordidas, pois é ela o pretexto dos gênios, dos autênticos, dos que caminham com a alma na mão.

Desculpem-me os sãos, mas a loucura, vez em quando, é fundamental.


Fontes:

Amor que a gente guarda, estraga. - Taíla Quadros



Amor que a gente guarda, estraga. Sentimento que a gente esconde embolora, murcha e seca.

Bom é demonstrar no agora o que a gente sente, pois esse é o momento que importa. O que fazemos hoje vai construir o que seremos amanhã. A nossa vida é feita do melhor das alegrias e do que aprendemos com as pedras no caminho.

Amor tem graça, cor e cheiro. Feliz daquele que sabe aproveitar todas as sensações que esse sentimento nos traz. Porque, medo do que vai acontecer daqui para a frente a gente sempre tem, mas não é isso que deve nos prender ao passado ou nos deixar estagnados aonde estamos. Podemos transformar o nosso medo em impulso. Transformá-lo naquela força que nos leva adiante que nos faz enfrentar tudo o que já conhecemos para investir em algo novo. Em algo que ainda não experimentamos. Devemos transformar o nosso medo em coragem.

Aproveite o frio na barriga que chega quando você está prestes a fazer algo importante, que te deixa nervoso, faz parte da graça de todo esse enrosco chamado vida. Quem consegue viver sem sentir nada de especial? Quem aguenta ficar todos os dias na mesma rotina, sem ter nenhuma novidade ou sem fazer algo que mexe com você?

Não se deixe vencer pela preguiça. Cultive os sentimentos bons que você sente. Demonstre-os para quem você gosta. Invista. Corra. Pegue impulso no seu medo e se jogue com tudo. Cada tombo é uma experiência e cada acerto só vem após termos tentado muito.

Não espere que a sorte venha bater à sua porta e lhe entregue a chave da porta da felicidade. Vá atrás. Crie a sua própria chave e experimente até conseguir acertar a fechadura. Nem sempre é de primeira, mas aproveite o caminho, divirta-se, encontre as parcerias ideais para te acompanhar nessa jornada e vá sempre em frente. O mundo está cheio de coisas a descobrir.




Fontes:
http://www.sabiaspalavras.com/amor-que-a-gente-guarda/ texto
www.pinterest.com/imagem

A vida é cíclica

As Mulheres Surreais de Rafal Olbinski
A vida é cíclica. Um eterno ir e vir de coisas que deixam marcas, de outras que passam, de tantas mais que nos ensinam algo de bom e de verdadeiramente importante sobre os outros e sobre nós mesmos. A vida é labirinto, um caminho cheio de curvas, de pontes, de barrancos e de uma infinidade de direções. Se teve erro, se teve acerto, se teve acordo desfeito ou promessa não cumprida. Se teve sorriso sincero, se teve lágrima e gritaria, se teve abraço apertado ou indiferença, não importa, pega o que te faz melhor e segue em frente. Porque a vida é presente. Uma dádiva divina. Um hino de esperança que, todos os dias, toca suave no rosto da gente, acariciando a pele, iluminando o caminho, despertando o corpo e a alma para a verdade de todas as coisas. O recomeço. A chance de fazer diferente. De escolher diferente. A vulnerabilidade. As descobertas. A mudança.


A vida é desafio. É autodescoberta. Transformação. Superação. Coragem. Para ser quem a gente realmente é, para agir com congruência em todos os momentos, para defender a nossa verdade em quaisquer circunstâncias, para simplesmente não se importar com as críticas e os julgamentos de quem quer que seja.

Porque a vida te obriga a gerar empatia. A se colocar no lugar do outro sem questionamentos e sem porém. A enxergar o mundo com os olhos do coração. A sair da zona de conforto, mesmo morrendo de medo. A se dar uma chance. A assumir o risco.

Quando eu passo a enxergar no meu semelhante uma partícula divina, quando eu passo a compreendê-lo como um ser humano que, assim como eu, tem suas forças e suas fraquezas, seus sonhos, suas esperanças e seus fantasmas interiores, eu desenvolvo a maior habilidade de todo o nosso existir: a compaixão.

Porque a vida é cíclica, sim. É roda-gigante. Estrada. Devaneio. Mas também é solo fértil para a evolução de cada um de nós. É janela aberta para o aprendizado profundo e intermitente. É saber gerar empatia, desenvolver a compaixão, praticar a comunicação amorosa e lidar com os nossos conflitos de uma forma mais respeitosa, harmônica e verdadeira.

A vida não é espera. A vida é decisão. Viver ou não viver plenamente. Ser ou não ser de verdade. Amar ou não amar o próximo com compaixão. Sou eu. Você. A pessoa que passou ao seu lado hoje de manhã, mas que você não sabe nem o nome.

A vida é brilho nos olhos, consciência tranquila e coração batendo forte, com paixão. Compaixão.

O resto é bobagem.

Desconheço o autor.


Fontes:

Fardos





O fato (ou fardo) é que somos seres de linguagem, mas completamente ilegíveis.
Fico aqui pensando: será que se eu colocar índia na vitrola dá muito na vista? Aí eu lembro que não tenho vitrola.
Eu te amo. Essa frase que não vou dizer, não vou escrever, não vou sentir. Quando eu acho que, quando quase, eu faço o exercício da solidão. Como fazem nessas dietas malucas modernas, um dia de desintoxicação. Um dia em que todas as vezes que quero muito, leio um livro que amo, vejo uma partida de futebol, falo com um amigo, tiro um cochilo, tomo um banho, abro uma cerveja, acendo o forno. No fim de tudo, encaro sem piscar meu vazio. Ele me olha de volta, talvez com alguma piedade e me deixa vislumbrar o futuro de desabitados corredores no peito.
Por enquanto não há dor, saudade, medo, insegurança, incerteza que sejam minhas mesmo. Tem aquele eco pro sentir alheio. Meu peito, desfiladeiro.
E fica cada vez mais difícil ir embora. Mas, também, fica cada vez menor a vontade de voltar só pra não ter que ir embora de novo. 
Uma coisa que aprendi nesses anos de riso, digo, de risco, opa, de vida, é que o sofrimento passa. Um dia se respira sem que pareça que uma faca nos atravessa o peito. A dor cessa. Às vezes tenho vontade de começar a sofrer logo pra logo acabar de doer. 

Por Luciana Nepomuceno

Fontes:

Hoje eu sei!



Hoje eu sei, que a vida é repleta de mistérios, cheia de passagens, curvas perigosíssimas e ao mesmo tempo, repleta de flores, de um jardim bem cuidado e de um mistério chamado amor.
Hoje eu sei, que às vezes, quanto mais você quer uma pessoa, mais ela demora para se apegar a você. Mas, que quando você menos espera, quando o que mais você quer é ser livre, ela cai de paraquedas na sua vida.
Que às vezes, a pessoa pela qual a gente mais chora, é que a mais quer que você se exploda.
Hoje eu sei, que alguns amores parecem durar para a vida inteira, mas depois de um tempo, você cai na real. Aí aparecem outras pessoas, você cruza com novos caminhos, faz novas amizades e tudo aquilo… tudo aquilo passa! Você percebe que não era pra ser daquele jeito, e não se lamenta pelo resto da sua vida como você acha que vai acontecer.Hoje eu sei, que a gente se sente melhor quando olha para o céu e desabafa com as estrelas, quando a gente chora conversando com elas, porque sempre parece que elas estão de coração aberto e o ombro ali, pra gente chorar quando quiser.
Hoje eu sei, que às vezes a única coisa que precisamos, é de um sorriso de uma pessoa que não pode estar ali naquele momento, e parece que só porque éimpossível ela estar ali naquela hora, parece que só por isso, é a pessoa que a gente mais quer no mundo. Que às vezes você está rodeado de amigos, mas a única pessoa que te acalmaria com um “vai ficar tudo bem” era aquela, que está a km de distância de você.
E às vezes também parece que nós somos masoquistas. Porque, que diferença faz a pessoa que está longe, e a pessoa que está perto, te dizerem as mesmas palavras? Acredite, há muita diferença nisso aí!
Hoje eu sei de muita coisa que não sabia antes. Hoje, o meu coração se consola com muitas coisas, hoje eu tenho muito mais conhecimento, hoje eu tenho a capacidade de tentar escrever o que eu sinto, e apesar de tudo , eu, hoje sei, que não sei de absolutamente nada. E também sei, que não sei se um dia saberei alguma coisa.
Autor desconhecido

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Quando perdemos um amor!



Quando perdemos um amor, é claro, que nos perdemos também, ficamos tristes tentando disfarçar alegria, com nó na garganta tentando discursar palavras que camuflam nossa dor, sentindo vontade de gritar e ao mesmo tempo querendo apenas o silêncio de um canto solitário e quieto.
Quando perdemos nosso projeto de vida chamado amor, aquele que foi construído ao longo de muitas histórias, que foi a base da nossa felicidade durante muito tempo, perdemos também a arquitetura de nossos sentimentos mais fortes, como a coragem para acreditar que conseguiremos superar o peso dessa muralha chamada decepção.
Quando encontramos um novo e grande amor e esse amor verdadeiro consegue nos restituir tudo que perdemos com a dor, quando ele consegue nos reerguer, quando ele nos dá alicerce e sentimentos de concreto para conseguir superar qualquer dor, quando encontramos esse amor passamos ter certeza de que ele é o amor que tanto precisávamos e desejamos, porque o amor próprio nos resgata de qualquer desabamento, ele é o único capaz de nos reconstruir depois de qualquer caos.

Keila Sacavem

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A Vida É Igual Um Parque De Diversões



Temos medo dos brinquedos, assim temos medo dos prazeres da vida.
Temos medo de cair dos brinquedos, assim como temos medo de nos arrepender dos nossos atos.
Arriscamos os brinquedos por que vemos o sinto de segurança,
mas não vemos o sinto de segurança da vida.

Então não arriscamos...
Mas o sinto está bem do nosso lado...
É nosso direito de tentar novamente, uma nova chance
Um novo passe, que podemos usar no mesmo, ou em outros brinquedos...

E aquele que nunca quis se divertir, brincar, flutuar, girar, rodar, subir, descer, mexer... voar.

Alex Cambraia


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Porque é tão difícil ser Transparente?




Às vezes, fico me perguntando porque é tão difícil ser transparente. 
Costumamos acreditar que ser transparente é simplesmente ser sincero, não enganar os outros.
Mas ser transparente é muito mais do que isso. 
É ter coragem de se expor, de ser frágil, de chorar, de falar do que a gente sente.
Ser transparente é desnudar a alma, é deixar cair as máscaras, baixar as armas, destruir os imensos e grossos muros que nos empenhamos tanto para levantar.
Ser transparente é permitir que toda a nossa doçura aflore, desabroche, transborde!
Mas infelizmente, quase sempre, a maioria de nós decide não correr esse risco.
Preferimos a dureza da razão à leveza que exporia toda a fragilidade humana.
Preferimos o nó na garganta às lágrimas que brotam do mais profundo de nosso ser.
Preferimos nos perder numa busca insana por respostas imediatas à simplesmente nos entregar e admitir que não sabemos, que temos medo!
Por mais doloroso que seja ter de construir uma máscara que nos distancia cada vez mais de quem realmente somos, preferimos assim: manter uma imagem que nos dê a sensação de proteção.
E assim, vamos nos afogando mais e mais em falsas palavras, em falsas atitudes, em falsos sentimentos.
Não porque sejamos pessoas mentirosas, mas apenas porque nos perdemos de nós mesmos e já não sabemos onde está nossa brandura, nosso amor mais intenso e não-contaminado.
Com o passar dos anos, um vazio frio e escuro nos faz perceber que já não sabemos dar e nem pedir o que de mais precioso temos a compartilhar doçura, compaixão e a compreensão de que todos nós sofremos, nos sentimos sós, imensamente tristes e choramos baixinho antes de dormir, num silêncio que nos remete a uma saudade desesperada de nós mesmos, daquilo que pulsa e grita dentro de nós, mas que não temos coragem de mostrar àqueles que mais amamos!
Porque, infelizmente, aprendemos que é melhor revidar, descontar, agredir, acusar, criticar e julgar do que simplesmente dizer: "você está me machucando, pode parar, por favor?".
Porque aprendemos que dizer isso é ser fraco, é ser bobo, é ser menos do que o outro.
Quando, na verdade, se agíssemos com o coração, poderíamos evitar tanta dor, tanta dor.
Sugiro que deixemos explodir toda a nossa doçura!
Que consigamos não prender o choro, não conter a gargalhada, não esconder tanto o nosso medo, não desejar parecer tão invencível.
Que consigamos não tentar controlar tanto, responder tanto, competir tanto.
Que consigamos docemente viver,  sentir, amar.
E que você seja não só razão, mas também coração, não só um escudo mas também sentimento.
Seja transparente, apesar de todo o risco que isso possa significar.


 Rosana Braga

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Viva Apaixonadamente



É preciso viver apaixonadamente, em qualquer situação, indistintamente.
Seja lá o que for que você faça, empregue toda tua energia e todo teu espírito nesta tarefa. Acredite, se fizeres assim, sentirás prazer até em lavar pratos ou em varrer a calçada, por quê há vida e beleza em tudo, e cada momento é importante, principalmente este que você nem percebe passar e, por favor, largue estes pratos e esta vassoura: há música no ar!Cante, ainda que desafinado, e dance, mesmo sem saber dançar.
Chore todas as lágrimas que tiver e ria até não mais poder. Ame, perdoe, sinta raiva, chute o balde, faça aquilo que você verdadeiramente tem vontade de fazer. Não é convencional? É arriscado? O que as pessoas irão pensar? Afinal, o que você pretende?
Se você pensa que é maravilhosa a rotina de trabalhar, voltar pra casa, assistir tv, dormir e sair com as crianças no final de semana, parabéns. Você é uma pessoa realizada. Mas penso que até fazer sexo, por melhor que seja, acaba ficando apenas razoável em um ritmo destes.E eu quero o melhor do sexo, o melhor do meu trabalho, o melhor da minha família, o melhor da minha vida.
Se você também quer isso, envolva-se de mágica, deixe fluir a energia que existe em você. O universo inteiro está latente dentro de ti e tudo que você precisa fazer é deixar-se explodir. E quantas coisas surgirão, quanto a fazer, quanto a conhecer. Vá, não olhe pra trás. Não pense em nada, apenas confie em você. Você marchará rumo ao infinito e o que você viverá poderá ser bom ou ruim, nunca se sabe, mas sempre será enriquecedor, não duvide disto. E nunca, nunca se deixe vencer pelo medo, siga em frente.
Ninguém conquista um sonho sem perseguí-lo, ninguém anda uma milha sem dar o primeiro passo. Se ao fim da estrada alguma sombra de arrependimento te atacar, ainda assim levante a cabeça, orgulhe-se por ter tentado, por ter buscado, por ter empregado todas as tuas forças até o último instante.Tanto pior e sempre pior é arrepender-se daquilo que você não fez.

Augusto Branco


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Pensar é Transgredir



Não lembro em que momento percebi que viver deveria ser uma permanente reinvenção de nós mesmos para não morrermos soterrados na poeira da banalidade embora pareça que ainda estamos vivos.
Mas compreendi, num lampejo: então é isso, então é assim. Apesar dos medos, convém não ser demais fútil nem demais acomodada. Algumas vezes é preciso pegar o touro pelos chifres, mergulhar para depois ver o que acontece: porque a vida não tem de ser sorvida como uma taça que se esvazia, mas como o jarro que se renova a cada gole bebido.
Para reinventar-se é preciso pensar: isso aprendi muito cedo. Apalpar, no nevoeiro de quem somos, algo que pareça uma essência: isso, mais ou menos, sou eu. Isso é o que eu queria ser, acredito ser, quero me tornar ou já fui. Muita inquietação por baixo das águas do cotidiano. Mais cômodo seria ficar com o travesseiro sobre a cabeça e adotar o lema reconfortante: "Parar pra pensar, nem pensar!"
O problema é que quando menos se espera ele chega, o sorrateiro pensamento que nos faz parar. Pode ser no meio do shopping, no trânsito, na frente da tevê ou do computador. Simplesmente escovando os dentes. Ou na hora da droga, do sexo sem afeto, do desafeto, do rancor, da lamúria, da hesitação e da resignação.
Sem ter programado, a gente pára pra pensar.
Pode ser um susto: como espiar de um berçário confortável para um corredor com mil possibilidades. Cada porta, uma escolha. Muitas vão se abrir para um nada ou para algum absurdo. Outras, para um jardim de promessas. Alguma, para a noite além da cerca. Hora de tirar os disfarces, aposentar as máscaras e reavaliar: reavaliar-se.
Pensar pede audácia, pois refletir é transgredir a ordem do superficial que nos pressiona tanto.
Somos demasiado frívolos: buscamos o atordoamento das mil distrações, corremos de um lado a outro achando que somos grandes cumpridores de tarefas. Quando o primeiro dever seria de vez em quando parar e analisar: quem a gente é, o que fazemos com a nossa vida, o tempo, os amores. E com as obrigações também, é claro, pois não temos sempre cinco anos de idade, quando a prioridade absoluta é dormir abraçado no urso de pelúcia e prosseguir, no sono, o sonho que afinal nessa idade ainda é a vida.
Mas pensar não é apenas a ameaça de enfrentar a alma no espelho: é sair para as varandas de si mesmo e olhar em torno, e quem sabe finalmente respirar.
Compreender: somos inquilinos de algo bem maior do que o nosso pequeno segredo individual. É o poderoso ciclo da existência. Nele todos os desastres e toda a beleza têm significado como fases de um processo.
Se nos escondermos num canto escuro abafando nossos questionamentos, não escutaremos o rumor do vento nas árvores do mundo. Nem compreenderemos que o prato das inevitáveis perdas pode pesar menos do que o dos possíveis ganhos.
Os ganhos ou os danos dependem da perspectiva e possibilidades de quem vai tecendo a sua história. O mundo em si não tem sentido sem o nosso olhar que lhe atribui identidade, sem o nosso pensamento que lhe confere alguma ordem.
Viver, como talvez morrer, é recriar-se: a vida não está aí apenas para ser suportada nem vivida, mas elaborada. Eventualmente reprogramada. Conscientemente executada. Muitas vezes, ousada.
Parece fácil: "escrever a respeito das coisas é fácil", já me disseram. Eu sei. Mas não é preciso realizar nada de espetacular, nem desejar nada excepcional. Não é preciso nem mesmo ser brilhante, importante, admirado.
Para viver de verdade, pensando e repensando a existência, para que ela valha a pena, é preciso ser amado; e amar; e amar-se. Ter esperança; qualquer esperança.
Questionar o que nos é imposto, sem rebeldias insensatas mas sem demasiada sensatez. Saborear o bom, mas aqui e ali enfrentar o ruim. Suportar sem se submeter, aceitar sem se humilhar, entregar-se sem renunciar a si mesmo e à possível dignidade.
Sonhar, porque se desistimos disso apaga-se a última claridade e nada mais valerá a pena. Escapar, na liberdade do pensamento, desse espírito de manada que trabalha obstinadamente para nos enquadrar, seja lá no que for.
E que o mínimo que a gente faça seja, a cada momento, o melhor que afinal se conseguiu fazer.

A partir do próximo amanhecer




Hoje parei um pouco, alguns minutos de meu corrido dia, para pensar na vida na minha vida. Decidi que a partir do próximo amanhecer mudarei alguns detalhes para ser, a cada novo dia, um pouquinho mais feliz.
Para começar, não olharei para trás. O que passou, passou; se errei, paciência.
Foi o melhor que pude fazer à época.
Remoer o passado não vale a pena.
Melhor seguir em frente.
Nem todas as pessoas que amo, retribuem meu amor como “eu” gostaria. E daí?
A partir do próximo amanhecer continuarei a amá-las, mas não tentarei mudá-las.
Pode ser até que ficassem como eu gostaria que fossem e deixassem de ser as pessoas que eu amo. Isso eu não quero.
Mudo eu.
Mudo meu modo de vê-las.
Respeito o modo de ser delas.
Mas não desistirei de meus sonhos! Imagine!
A partir do próximo amanhecer lutarei com mais garra para que eles aconteçam.
Mas será diferente.
Não mais responsabilizarei a mais ninguém por minha felicidade.
Não mais pararei a minha vida porque o que desejo não acontece, porque uma mensagem não chega, porque não ouço o que gostaria de ouvir.
Farei o meu momento.
Serei feliz agora.
Terei outros dias pela frente.
Nunca mais darei tanta importância aos problemas que não tenho conseguido resolver.
A partir do próximo amanhecer vou agradecer a Deus todos os dias por me dar forças para viver, apesar dos meus problemas.
Chega de sofrer pelo que não consigo ter, pelo que não ouço, pelo que não recebo, pelo tempo que não tenho e até de sofrer por antecipação pensando apenas no pior.
Chega!
A partir do próximo amanhecer só pensarei no que tenho de bom.
Meus amigos não mais precisarão me dar o ombro para chorar.
Aproveitarei a presença deles para sorrir, cantar, dividir minha felicidade e alegria.

A partir do próximo amanhecer serei eu mesmo.
Não mais tentarei ser um modelo de perfeição.
Não mais sorrirei sem vontade, nem falarei palavras amorosas porque acho que sei o que os outros querem ouvir.
A partir do próximo amanhecer viverei a minha vida, sem medo de ser feliz. Não, não esquecerei ninguém.
Mas…
A partir do próximo amanhecer, quando nos encontrarmos, certamente te darei aquele abraço bem apertado e com toda sinceridade direi… Amo você. E tenho muito amor para te dar.

Autor Desconhecido

Fontes:

Vale a pena ser



Sê como as flores:

que se levantam de madrugada para enfeitar e alimentar a vida.

Sê como as estrelas:

que se revezam no Universo, bordando de luz o avesso do céu.

Sê como as andorinhas:

que se juntam na grandiosa caravana da paz.

Sê como o Sol:
cumprindo plantão diário, iluminando e aquecendo a Terra.

Sê como os rios

que brotam no mistério e cantam sobre as pedras que encontram no caminho.

Sê como o vento:

impetuoso e terno. Abrindo portas, derrubando muros, abastecendo as

ondas do mar, levando o perfume das flores.

Sê como a lágrima:

que se propõe a limpar a dor.

Sê como o sorriso da criança:
ingênuo, espontâneo, puro.

Sê como as mãos:

que se estendem, antecipando o pedido de perdão.

Sê como os pés do profeta:

feridos na batalha de chegar primeiro.

Sê como o amigo:

que nunca espera a perfeição do próximo.

Sê como a morte:

que surpreende a vida, arrebatando a alma à luz da eternidade.



Ivone Boechat

Fontes:

Te quero



Te quero. Te quero molhado, com o cabelo despenteado, com cara de sono, com sorriso malicioso, com olhar sincero. Te quero sorrindo, bravo, nervoso, emburrado, feliz, chateado, triste. Te quero lindo, te quero feio, te quero desarrumado, te quero perfumado. Te quero na sala, no quarto, na rua, tanto faz. Te quero aqui, te quero acolá. Te quero para transformar eu e você em nós.


Tati Bernardi

Fontes:

Eu não escrevo mais!



Faz tempo que eu não escrevo mais. Quando me perguntam "por quê?" eu digo que é falta de tempo, silêncio ou inspiração. Mas na verdade não, só estou criando desculpas para não escrever, estou criando desculpas para não me ler nessas linhas mal contadas, estou com medo de me ver e não me reconhecer. Eu não escrevo mais. Eu temo em não achar as palavras certas. Então me enrosco, e compreendo todas as fragilidades dos seres humanos sobre se expressar e traduzir os engasgos. Perdeu, fugiu, foi pra alguma rua desconhecida como essas muitas em que tenho andado ultimamente, se perdeu naquela curva que sopra sobre os ombros e me leva pra longe. Eu não escrevo, não faço contas de matemática, não faço apostas, nem ao menos rabiscos. Dos meus desenhos sobraram só riscos, e eu perdi o risco por medo de errar. Eu não escrevo mais, perdi a força, amigos, o riso, as coisas. Também não corro mais, perdi meu joelho, meu elo, e até meu jeito. Não escrevo mais sobre meus sentimentos confusos, não lhe conto mais meus medos, não me importo em chorar para a câmera, não ligo de fotografarem meu drama se colocarem uma legenda suave, transformando aquele momento em poesia. E não foi bonito, não é bonito. Aquela música alta, as pessoas desviando seus corpos do meu braço fino e arrepiado, uma dor de cabeça velha voltando e me avisando que é hora para todos os remédios, mas não há remédio que cure. Se alguém perguntar por que foi que eu chorei, ninguém se importará em dizer, o silêncio me define cautelosamente em todos os segundos. Tem uma parte faltando, que não está aqui, não está lá. E eu já nem sei onde procurar.
Então penso em sair por aí andando sem rumo numa noite qualquer, mais uma pose, parar em frente a um bar e observar os homens descontrolados com suas bebidas que passam a me vigiar com olhos e bocas vermelhas me oferecendo cigarros, bebidas, comidas de bar. Provavelmente eu inventaria uma crise alérgica e uma rinite cansada. Qualquer coisa pra mostrar que eu sou diferente. Qualquer coisa pra afastar as pessoas de mim. Qualquer coisa pra fugir pra um outro lugar, outra pose, mais um flash. Só não sei mais de quem estou fugindo, se das pessoas ou de mim. Coloco fogos em todas as minhas vontades de mudar de bairro, de cidade, de clima e de estranhos. Aceito a palavra problema colada em meu nome, aceito o olhar de um bêbado para as roupas que visto, aceito alguns minutos de covardia para não sair distribuindo meu horror pelo mundo. Ser a medrosa de poses iguais querendo entender o porquê dessas fugas. Tentando copiar o final do filme onde a moça pede ajuda em uma mesa de bar e acaba encontrando um filosofo que entende da vida e de feridas internas, de dores expostas, de todo esse vocabulário escolhido em minha defesa. Quem sabe ele possa me explicar alguma coisa, ou pelo menos que alguém cantasse 'que também é uma gota d'água, um grão de areia', e que também tem medo ver o próprio rosto depois que o flash disparou. Tolices. Ninguém sabe sobre o antes de todos aqueles olhos vermelhos me pedindo uma explicação. Ninguém sabe porque eu não escrevo mais, só solto alguns mundos, e ecos mudos.

Desconheço o autor.

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Destino traçado



Engraçado...
Num momento solitário pensei no destino.
Traçado foi o meu sem que me pedisse permissão.
Por quem?
Busco sempre essa resposta e sempre bato a porta.
A fazer tantas interrogações.
Talvez eu esteja sendo “boba” ao indagar o porquê!?
Mas quero e preciso entender onde foi que me perdi.
Silenciosamente caminho sem me queixar.
O meu sofrimento não é o único, outros sofrem.
A minha dor não é maior que a dos outros.

Há... boba sou eu por o destino querer entender!?

Às vezes pessoas entram em nossas vidas, transforma nossos dias e noites...
Preenche-nos de algo que a muito buscávamos, torna nossos dias alegres e coloridos.
Faz-nos sentir num paraíso, deixa em nossos lábios sempre o riso.
E sem pedir permissão partem.
Sem nem ao menos dizer um adeus.

Será que também já fiz isso com alguém?
Se o fiz não tenho lembranças.
Pois sempre procuro ser transparente em minhas ações.
Mas traiçoeiro é o destino.
Ele sempre leva tudo que tenho sonhado...

E arrasa-me cada vez mais neste caminhar, nesta estrada.
Brinca com meus sentimentos e emoções.
Não escuta meu coração quando alça o grito.
Não ouve o silencio da minha alma.
Não enxerga o amor que tanto amo.

Não percebe que a vida se esvai sem rumo.
E que muito breve partirei deste mundo.
Algoz destino...
És surdo, mudo, cego e sem coração!?

Não enxerga a minha aflição, tem sempre a linha traçada...
Não volta atrás, não muda a direção.
Não dá ouvido, razão, não aceita minhas decisões.
Pois é dono a razão!

Então só resta-me aceitar-te? 

Sol Almeida

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Abraço



Mas o melhor do abraço não é a ideia dos braços facilitarem o encontro dos corpos. O melhor do abraço é a sutileza dele. A mística dele. A poesia. O segredo de literalmente aproximar um coração do outro para conversarem no silêncio que dá descanso à palavra. O silêncio onde tudo é dito sem que nenhuma letra precise se juntar à outra. O melhor do abraço é o charme de fazer com que a eternidade caiba em segundos. A mágica de possibilitar que duas pessoas visitem o céu no mesmo instante.

Ana Jácomo

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Viajar!

By Vlademir Valegov

Viajar!
A estrada que me apetece é aquele por aonde eu vou.
Viajar é não ser adaptável às formas do cotidiano.
 É quebrar a carapaça e se expor a aquilo que não se conhece.
 De que me serve estórias de outros se não trilho as minhas próprias.
 De que me serve mapas escritos por mim se não os sigo.
 Bom e sentir o peso da mala, carregada com algumas roupas, e todos os meus sonhos.
 Bom é se adaptar ao clima, as pessoas, ao modo de vida, então partir e fazer tudo de novo.
 É bom se perder às vezes.
 Melhor ainda é se achar, para não se perder mais.
 E as comidas?
Ah! São muitas e de todos os tipos.
 Bom são as poesias escritas na estrada, as danças do povo, flores, o luar, o sol e ele.
Ele que vira eles se você não tem ele.
Ou ele que é bem melhor do que eles se você o tem e ele a tem.
 E como é bom voltar para casa com bagagem repleta de estórias novas, distribuir os presentes e dormir em seu ninho.
 Mas o melhor de tudo é o enriquecimento da alma do pensamento, da mente, do corpo.
Viajar.
Se vou avião se não de vou de ônibus, se não de ônibus vou de bicicleta, se não de bicicleta vou a pé, se não a pé compro muletas que me agüente que eu agüente com elas.
 Mas estarei na estrada que me apetece.
Viajar!

 Edu Carvalho

 Fontes: http://pensador.uol.com.br/texto

Infelizmente eu existo.



Eu quero um canto para me enfiar e chorar todas as lágrimas que tenho a derramar,eu quero gritar,mas que ninguém ouça ou se encomode,eu quero falar tudo o que eu tenho a falar sem magoar ninguém,mas eu só quero tirar tudo isso que está me levando para o fundo do poço,eu quero descansar a minha cabeça antes que ela exploda e eu não exista mais,eu quero conseguir dormir a noite sem ter que me dopar de calmantes,eu quero sorrir e me divertir e ter entusiasmo para as coisas como eu tinha,eu não tenho comentado muito sobre como eu estou me sentindo me perdoem,pois se eu falar como estou me sentindo se eu desabafar tudo as pessoas irão ficar chateadas comigo,e eu não quero isso,já basta eu ter sido rude com a pessoa que amo por causa disso,não quero ser assim de novo.
Eu não sei como falar tudo o que eu tô sentindo,não sei como me expressar pois talvez eu não queira,só sei que sou uma idiota,que atraio desgraça para os outros e as vezes eu acho que se eu não existisse as pessoas que eu amo seriam mais felizes,mas infelismente eu existo.

Sailor Love

Fonte: