Eu, Eu Mesmo


Eu, eu mesmo...
Eu, cheio de todos os cansaços
Quantos o mundo pode dar. —
Eu...
Afinal tudo, porque tudo é eu,
E até as estrelas, ao que parece,
Me saíram da algibeira para deslumbrar crianças...
Que crianças não sei...
Eu...
Imperfeito? Incógnito? Divino?
Não sei...
Eu...
Tive um passado? Sem dúvida...
Tenho um presente? Sem dúvida...
Terei um futuro? Sem dúvida...
Ainda que pare de aqui a pouco...
Mas eu, eu...
Eu sou eu,
Eu fico eu,
Eu...

Álvaro de Campos

3 comentários:

Olavo disse...

Achei um tanto quanto triste o poema..mas de uma verdade sem igual.
Beijos

Parabéns por este lindo BLOG.
Quero lhe oferecer um presente simbólico do HISTORIA VIVA no endereço http://historianovest.blogspot.com/search/label/Selo%20leitor%20indispensável

abraços

Ronaldo disse...

eu
gostei
eu
gosto disso
eu
deixo um bjs pra ti
eu