Edie Sedgwick a Garota do Adeus


As músicas que homenagearam a modelo que enlouqueceu o mundo nos anos 60.

Edith Minturn "Edie" Sedgwick nasceu em abril de 1943. Nos idos de 60, a garota californiana se tornou ícone de uma geração, a da Pop Art do artista Andy Warhol. Com ele, a modelo entrou no cenário cinematográfico participando de filmes como "Ciao! Manhattan", "Chelsea Girls", "Poor Little Rich Girl", "Beauty Nº 1", "Beauty Nº 2".

Edie era modelo e se tornou famosa no circuito musical depois de se tornar atriz nos filmes do artista plástico e produtor cultural Andy Warhol. A fama lhe rendeu o estrelato e (mais) problemas, que a assolavam desde a infância. Vítima de abuso sexual do pai e da anorexia, acabou dependente das drogas e com elas chegaria ao fim da vida, precocemente, aos 28.

Edie veio de uma família rica, com presença na sociedade. Ainda jovem, passou parte da vida em Nova Iorque, onde morava no hotel Chelsea, ponto famoso do circuito cultural e musical da cidade. O Chelsea se tornaria referência para os anos 60 e 70, graças a vasta gama de artistas que circulavam no cultuado ponto de Manhattan.

Edie também conheceu personagens do cenário musical - que estava em efervescência em Nova Iorque no escritório/estúdio de Wahrol, a "Factory". Lá, além das gravações de filmes e produções de obras de arte, Wahrol organizava shows com bandas.

A vida repleta de altos (fama) e baixos (saúde, física e emocional) de Edie lhe renderam obras musicais de diversos artistas, de várias décadas. Na Wikipedia, uma extensa coleção de obras musicais são tidas como homenagens a Edie, que virou 'A garota do Adeus' na composição do the Cult, para o disco "Sonic Temple", de 1989.

O vocalista do Cult realmente usou e abusou das referências da vida de Edie no clip da música, com passagens em Manhattan, e, claro, no Chelsea Hotel - que também aparece em outro clip da banda, "Heart of Soul", de 1991. Neste vídeo, quem interpreta a modelo/atriz foi a então namorada de Ian, a estonteante Renée Beach. O vídeo vale pela morena, que interpretou Edie..

Vale à pena conferir o filme e suas deixas à reflexão, especialmente das garotas mais jovens os relacionamentos da vida, envolvendo conceitos machistas e sexistas, como o abuso e a violência doméstica, a bulimia e a anorexia - a autoflagelação por um corpo perfeito (?) -, o uso das drogas.

Todo este complexo envolvimento de Edie com este explosivo coquetel maléfico, transformou o ícone de uma geração numa mulher solitária, que (aparentemente) nunca assimilou a perda do amor pela fama, passageira, pois foi justamente a fama dos filmes de Andy que a tiraram do mercado da moda, onde ela tinha destaque antes de se envolver com o cinema. A mistura de tudo isto, algo que ela parece nunca ter recuperado e, talvez, que a ajudaram a cair num precipício do mundo infernal das drogas, num caminho sem volta.

E com o uso das drogas, Edie - uma mulher que teve parte do mundo aos seus pés -, precocemente deixou esta vida. Foi em novembro de 71, aos 28 anos.




Fonte:www.coxanautas.com.br

1 comentários:

Beazinha disse...

Adorei seu blog! Acabei de ver um filme sobre ela, que triste história não... E que estilo...
Gostaria de pedir sua permissão para reproduzir parte do seu texto no meu blog...

http://blogbeazinha.blogspot.com/

aguardo seu contato