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Casamento Japonês - 日本の結婚式

O tradicional casamento japonês caracteriza-se por um ritual sereno e simultaneamente colorido que, antes de se realizar na sua plenitude, requer a observação de uma série de etapas e preceitos específicos – apesar de muitos casais japoneses optarem por seguir rituais mais simplificados (ou mesmo ignorarem certas fases) e envergar trajes tipicamente ocidentais.

Ainda assim, e de acordo com a tradição tipicamente japonesa, tudo começa com visitas nocturnas discretas do noivo à casa da noiva e, após os pais desta tomarem conhecimento das mesmas, o noivo é convidado a compartilhar bolos de arroz, um sinal de aceitação e bênção por parte dos pais da noiva. Normalmente, o casamento só se celebra após o nascimento de uma criança ou após a morte dos pais do noivo (esta tradição está a cair em forte desuso, por motivos evidentes).

Outra tradição importante é a do Yui-no, que consiste na reunião das famílias de ambos os noivos, partilhando-se alimentos e trocando-se oferendas, entre as quais se encontra o saké (simboliza o carinho e a obediência). O acordo é selado num dia de sorte, seleccionado no almanaque japonês. Por sua vez, os noivos também trocam presentes entre si, sendo que o noivo é geralmente contemplado com uma saia, símbolo de fidelidade.

Antigamente, ainda era costume arranjarem-se casamentos motivados por interesses financeiros e, apesar dos actuais casamentos japoneses se celebrarem por amor, o Mi-ai ainda se realiza esporadicamente, que consiste na entrevista mútua dos pais da noiva e, posteriormente, na apresentação do noivo à noiva.

Os casamentos são tradicionalmente marcados na Primavera e no Outono, devido às condições climatéricas mais favoráveis e em dias especiais, indicados pelo almanaque japonês. Dezenas de casais contraem matrimónio nestes dias, em simultâneo.

Por:Isabel Rodrigues


Fonte:/www.ruadireita.com

Judô - Juu Dou - 柔道


Judô (português brasileiro) ou Judo (português europeu) (柔道 Juu Dou - "caminho suave" ou "caminho da suavidade", em língua japonesa) é um desporto praticado como arte marcial, fundado por Jigoro Kano em 1882. Os seus principais objetivos são fortalecer o físico, a mente e o espírito de forma integrada, para além de desenvolver técnicas de defesa pessoal.
O Judo teve uma grande aceitação em todo o mundo, pois Kano conseguiu reunir a essência dos principais estilos e escolas de jujutsu, arte marcial praticada pelos "bushi", ou cavaleiros durante o período Kamakura (1185-1333), a outras artes de luta praticadas no Oriente e fundi-las numa única e básica. O Judô foi considerado desporto oficial no Japão nos finais do século XIX e a polícia nipônica introduziu-o nos seus treinos. O primeiro clube judoca na Europa foi o londrino Budokway (1918).

A vestimenta utilizada nessa modalidade é o keikogi (kimono), que no judô recebe o nome de judogi e que, com o cinturão, forma o equipamento necessário à sua prática. O judogi pode ser branco ou azul, ainda que o azul seja quase apenas utilizado para facilitar as arbitragens em campeonatos oficiais.

Com milhares de praticantes e federações espalhados pelo mundo, o judô se tornou um dos esportes mais praticados, representando um nicho de mercado fiel e bem definido. Não restringindo seus adeptos a homens com vigor físico e estendendo seus ensinamentos para mulheres, crianças e idosos, o judô teve um aumento significativo no número de praticantes.
Sua técnica utiliza basicamente a força e peso do oponente contra ele. Palavras ditas por mestre Kano para definir a luta: "arte em que se usa ao máximo a força física e espiritual". A vitória, ainda segundo seu mestre fundador, representa um fortalecimento espiritual.

Fonte Wikipédia

Kanji - 漢字


                                                                     Kanji

Os kanji (漢字) são caracteres de origem chinesa, da época da Dinastia Han, que se utilizam para escrever japonês junto com os silabários katakana e hiragana.
No Brasil, Kanji, também é sinónimo de ideograma. Sempre foi muito utilizado na confecção de tatuagens. Devido ao imenso e variável número de kanji's, o ministério da educação japonês definiu, a 10 de Outubro de 1981, a jōyō kanji, uma lista de 1945 kanji oficiais, distribuídos por ordem de traços, de 1 até 23.

História

Há algumas discordâncias sobre como os caracteres Chineses chegaram ao Japão, mas é geralmente aceito que monges Budistas, ao voltar para o Japão, trouxeram consigo textos Chineses por volta do século V. Esses textos estavam na língua Chinesa, e num primeiro momento teriam sido lidos como tal. Com o passar do tempo, porém, um sistema conhecido como kanbun (漢文) foi desenvolvido; ele essencialmente usava sinais diacríticos nos textos Chineses para possibilitar aos falantes do Japonês lê-los de acordo com as regras da gramática Japonesa. A língua Japonesa não possuía forma escrita naquele tempo. Surgiu um sistema de escrita chamado man'yogana que usava um limitado número de caracteres Chineses baseados em sua pronúncia, ao invés de seu significado. Man'yõgana escrito em estilo curvilínio se tornou hiragana, um sistema de escrita que era acessível às mulheres (que na época não recebiam educação superior). O silabário katakana emergiu por um caminho paralelo: estudantes de monastério simplificaram man'yõgana a um único elemento constituinte. Desta forma os dois outros sistemas de escrita, hiragana e katakana, referidos coletivamente como "kana", são, na verdade, provenientes de kanjis.

Fonte Wikipédia

Ekiden - 駅伝


A ekiden é uma corrida de revezamento em longa distância realizada em vias públicas comuns. O corredor de cada equipe leva consigo uma faixa de pano “tasuki” suspensa pelos ombros e cruzada sobre o peito. A faixa é passada de um membro da equipe para o próximo, como um bastão na corrida de revezamento convencional e à medida que os corredores se esforçam para alcançar um companheiro de equipe que esteja aguardando a passagem da faixa, o entusiasmo da multidão que se perfila ao longo do percurso aumenta. Individualmente, cada corredor quer quebrar o recorde, e é claro, acima de tudo deseja se esforçar ao máximo por sua própria equipe. Do Japão, o revezamento ekiden difundiu-se para outras partes do mundo, entre as quais a China, o Quênia e a Tanzânia.

A primeira corrida ekiden foi realizada em 1917, no 50º aniversário de transferência da capital japonesa da milenar cidade de Quioto para Tóquio. O aniversário foi celebrado com uma grande exposição e vários eventos, como uma corrida entre as duas cidades, numa distância de 508 quilômetros, promovida pelo jornal Yomiuri Shimbun. Sob o título de Tokaido Ekiden Toho Kyoso, a corrida foi divida em 23 etapas e durou 3 dias!!

O nome do novo tipo de corrida de revezamento, foi dado pelo poeta Toki Zemmaro (1885-1980), que na época chefiava o setor de assuntos sociais do jornal. Em japonês, a palavra eki significa “estação” e den, “transmissão”. Isso porque a China e o Japão antigos utilizavam um elaborado sistema de transporte e comunicação com estações - eki – situadas de distância a distância ao longo das estradas principais. Passageiros, correspondências importantes e diversos tipos de mercadorias eram transportados a cavalo de uma estação à outra. A ekiden de 1917 então, simbolizava um retorno aos velhos tempos, só que desta vez usando corredores em vez de cavalos. A corrida também proclamava um Japão novo e dinâmico, visto que o percurso seria coberto em apenas três dias, em vez dos mais de vinte que alguém levaria para percorrer em passo normal a mesma distância.


Os anúncios publicados atraíram muitos interessados em participar da corrida, e os 46 escolhidos formaram duas equipes, das quais eram 23 estudantes de Tóquio contra 23 professores e estudantes da província de Aichi. A competição de três dias teve início, prosseguindo sem interrupção ao logo da noite provocando manifestações de entusiasmo por todo o Japão, e quando os corredores se aproximaram da linha de chegada em Tóquio, foram ovacionados por bem mais de 100.000 espectadores.

Hoje, corridas ekiden são realizadas em várias partes do Japão a cada inverno. A ekiden mais famosa é Tóquio – Hakone – Tóquio, que é conhecida como “Hakone Ekiden”, e tem entre seus participantes muitas equipes de universitários, sendo um evento esportivo que atrai uma enorme quantidade de espectadores a cada período de Ano Novo.


A ekiden é um esporte autenticamente japonês, praticado principalmente por jovens e que cada vez mais, devido à tradição, têm atraído o interesse do povo nipônico de todas as idades.

Fonte:www.japao-online.com

Sumô - 相撲





O sumô é um esporte muito popular no Japão. Todos os seis torneios anuais são transmitidos ao vivo pela tv, podendo também serem assistido indo ao estádio, quase sempre lotado de fãs do esporte.
Este é um esporte profissional e seus lutadores são muito famosos e queridos pelos japoneses. Alguns, continuam fazendo sucesso mesmo depois de se aposentarem. Um exemplo disso é o do sumotori Konishiki, um havaiano que devido ao seu carisma, após se afastar do Sumo acabou virando apresentador de um programa infantil e garoto-propaganda de uma série de produtos, entre eles a rede de lojas de conveniências Lawson's.
Não há uma data certa do início deste esporte, mas acredita-se que tenha certamente mais de 2000 anos, aparecendo inicialmente como parte de rituais xintoístas de colheita.



Sobre o Ringue

O local onde são disputadas as lutas é uma espécie de ringue, mas que em nada lembra os do Box. Ele é basicamente uma plataforma quadrada feita de barro com um círculo de fardos de palha de arroz em seu centro, dentro do qual se realizam as lutas. Suspenso acima do ringue, uma espécie de telhado que lembra um templo xintoísta, completa o cenário.


Rituais

Devido às suas origens, o Sumo é cercado por uma série de rituais que antecedem o início do torneio, bem como de cada luta. A mais impressionante é sem dúvida a do início do torneio, onde os yokozuna ( grandes campeões), vestindo uma roupa cerimonial, faz os movimentos de abertura de perna, elevando uma delas e batendo com o pé no chão. Em seguida, com as pernas afastadas ao máximo uma da outra, o sumotori começa lentamente a se levantar fazendo movimentos com os pés, até unir ambas as pernas. Um exemplo da tremenda força e elasticidade que esse esporte requer e que os sumotoris possuem.
Outro ritual é feito pelo juiz antes da luta para consagrar o ringue, despejando-se saquê sobre ele.
Há ainda aquele que o sumotori faz antes das lutas, jogando sal sobre o ringue, com o intuito de purificá-lo.Até os gestos e as posições assumidas antes das lutas fazem parte do ritual.

As lutas

Quem for ver uma luta de Sumo achando que será demorada e violenta como as de Box, com socos, nocautes e algum (e às vezes muito) sangue por exemplo, irá se decepcionar. As lutas são muito rápidas e emocionantes, algumas decididas no primeiro golpe. As mais demoradas dificilmente chegam a 15 segundos, embora eu já tenha visto lutas com duração de quase 1 minuto, o que geralmente deixa a torcida eufórica. Perde quem for derrubado ou jogado pra fora do ringue pelo oponente, pisar fora do ringue, tocar o chão com qualquer outra parte do corpo (que não seja os pés, é claro) . Se ambos lutadores caírem, aquele que tocou o chão primeiro será o perdedor. Quanto à esse último, ocorreu-me que não deve ser nada saudável estar na primeira fila assistindo, onde volta e meia um dos sumotoris acaba caindo... Também diferentemente do Box, não há categorias referentes ao peso, embora para ingressar no esporte haja exigências quanto a altura. Lembro-me de um caso que vi na tv japonesa em que um sumotori conseguiu ingressar no sumo porque na época em que lhe foi medida a altura, acabou passando graças ao topete que usava. Não era grande, mas foi o suficiente para dar-lhe os centímetros que faltavam. Acabou tornando-se um dos mais famosos do Japão embora, perdoem-me o lapso de memória, acabei por esquecer seu nome.Uma gafe lamentável eu sei, mas cuja curiosidade eu não poderia deixar de citar.

Os torneios

Cada torneio tem a duração de 15 dias cada um e geralmente começam em um domingo. Conhecidos como sumo-basho, esses eventos ocorrem na parte da tarde, sendo que os combates iniciais são feitos pelos lutadores de categorias inferiores, ficando a categoria principal por último. No torneio que ocorre em maio na cidade de Tokyo, geralmente conta com a presença do imperador. Ainda em Tokyo, o local onde ocorrem esses eventos (nos meses de janeiro, maio e setembro) é o Ginásio Nacional de Sumo, na cidade de Ryogoku.

Treinamentos

Geralmente ao se falar de uma arte marcial ou esporte, a pergunta que nos vem à mente é: Como e quando essas pessoas iniciam nesse determinado esporte? No caso dos sumotoris a resposta é: Não tão cedo como costuma ser nos outros esportes, ma vez que os iniciantes no Sumo iniciam a praticá-lo por volta dos seus 15 anos ao ingressar em uma Academia de Sumo ( conhecida como Beya). O dia-a-dia numa Beya é extremamente rigoroso e cansativo, seguindo um padrão de hierarquia que vai dos mais novos até os mais velhos. Cabe aos iniciantes cuidar dos afazeres na Beya, como por exemplo cozinhar, arrumar e fazer faxina. Os iniciantes também tem como missão servir aos mais velhos. Por exemplo, quando um sumotori mais velho está se aprontando para uma luta, um mais novo penteia-lhe os cabelos. Por volta do meio-dia é servido aos lutadores um enorme cozido chamado de chanko-nabe, a única refeição de grande teor alimentar de todo o dia. Os horários de treinamento variam de acordo com a antigüidade: o dos mais velhos começa por volta das seis da manhã. Já o dos mais novos começa bem antes, por volta das quatro horas. Ao ingressar numa Beya, os praticantes podem ficar sem ter contato direto com seus parentes ou voltar pra casa durante anos seguidos, devido à dedicação necessária cobrada de cada um para seguir na carreira.

Fonte:www.japao-online.com

O Japão no Ponto de vista de um Turista - 日本観光のビューのポイントは



Os assuntos que serão tratados em seguida, basicamente se concentrarão em relatos das viagens e impressões do Japão, sob a visão de um turista.

Um dos aspectos que chama atenção é o fato da facilidade e da forma organizada dos transportes coletivos, seja aéreo, ferroviário ou terrestre. Qualquer que seja o meio é bastante eficiente em todos os aspectos.

O horário dos metrôs é respeitado de uma forma tão eficiente que chega a ser quase perfeito, é claro que eventuais problemas surgem, mas são raras exceções, por exemplo, no inverno esporadicamente as linhas dos metrôs ficam congeladas e acarreta atraso nas chegadas e partidas. Em cada estação, existem os horários de chegada dos metrôs. A certeza de que o metrô irá chegar no horário determinado é quase tão certo como o sol raiar todos os dias. Pela grande quantidade e necessidade de prestar um bom serviço ao usuário, existem inúmeras linhas e horários, e mesmo que o horário seja quebrado do tipo 12:03, 15:28, não há atraso. O metrô sempre chega no horário previsto.

Isso ocorre também com ônibus, onde os horários são afixados nas paradas. Raras são as vezes em que o ônibus se atrasa, não é tão perfeito como os transportes ferroviários, até pelo fator congestionamento, em que não existe nas linhas férreas. As cobranças das tarifas do transporte, de um modo geral, são baseadas na distância percorrida. Por exemplo, uma pessoa que usufrui do transporte de uma ponta da cidade a outra pagará bem mais do que uma pessoa que desceria três a quatro paradas do local em que tomou o ônibus. De que maneira se saberá o ponto inicial? Quando se entra no ônibus um ticket numerado sai de uma máquina para cada pessoa, e este fará com que a outra máquina (que substitui o cobrador) saiba o ponto inicial, e consequentemente o valor a ser pago. Essa máquina cobradora tem o seguinte funcionamento: deve se colocar, no lugar designado, o dinheiro juntamente com o ticket que fora pego na entrada do ônibus, a máquina calcula o valor a ser pagão e se houver troco sairá no local determinado, da mesma forma que se faltar ela informará através de um aviso sonoro. A mesma máquina possibilita a troca de dinheiro. Pode se introduzir, por exemplo, uma nota de 1000 yens e obter 10 moedas de 100 yens. Geralmente o passageiro, ao se aproximar de seu destino, verifica o valor a ser pago da seguinte forma: no ticket em que retirou ao entrar no ônibus há um número impresso. Dentro do ônibus, próximo ao motorista, há um painel eletrônico com diversos números e o valor a ser pago. O passageiro, então, verifica o número de seu ticket no painel eletrônico e o valor correspondente. Dessa forma ele pode trocar o dinheiro na máquina cobradora e pagar com a quantia exata. Isso facilita e dá maior rapidez no desembarque dos passageiros. Em alguns ônibus existe também o anúncio por meio de microfone, facilitando a vida de usuários portadores de deficiência visual. Esse meio de cobrar do usuário apenas a distância percorrida parece ser muito mais justo. Aquele que percorre uma distância maior deve pagar mais e aquele que percorre um caminho menor deve também pagar menos, é o principio da proporcionalidade.

Fonte:www.japao-online.com

Idioma - 言語




Escrita Japonesa - ライティング日本語

Ideogramas

Não há nenhuma teoria fundamentada que determine à que família linguística o Nihongo (língua japonesa) pertença. Sua estrutura é completamante diferente das línguas de origem Indo-Européias, tais como o Inglês e o Francês.

Atualmente, a língua japonesa é composta por três sistemas de escrita: Kanji (caracteres chineses), Hiragana e Katakana (caracteres fonéticos japoneses).

Fonte:www.japao-online.com

Pachinco - パチンコ



A palavra Pachinko é derivada da palavra Pachi-Pachi que quer dizer a batida de pequenos objetos ou o estalar do fogo, a máquina consiste em uma mistura entre caça-níqueis e pinball. Este é um divertimento japonês muito peculiar, sua origem é um pouco incerta. Uma versão diz que veio do jogo Coringth" de Chicago, e que o Japão o importou e fez algumas modificações. Outra versão leva a crer que tenha vindo da França ou Inglaterra. Em todo caso, quando apareceu no Japão tentou-se usar uma mola para lançar as esferas em uma madeira compensada com muitos pregos alinhados. E assim, a moda pegou e foi para as ruas. A primeira loja abriu em Nagoya e o primeiro salão abriu na prefeitura de Osaka durante a era Taisho. A partir daí começaram a aparecer muitas lojas de Pachinko. Mais tarde nos anos 80 chegaram ao mercado as primeiras máquinas com o uso de computadores. Atualmente, o Pachinko é um símbolo de tecnologia elevada, que são usadas não apenas para fazer a máquina em si, mas também em cartões pagos antecipadamente, que analisam informações e fazem controle e manutenção das máquinas. O Pachinko é jogado por pessoas de diferentes idades e sexo. No Japão, o mercado de Pachinko cresceu a níveis industriais com lucros de 18 trilhões de ienes (aproximadamente 180 milhões de dólares).

O jogador age, basicamente, de forma passiva enquanto joga pachinko. Ele controla somente a velocidade com que as pequeninas bolas de aço são lançadas na máquina. As máquinas de Pachinko ficam em casas de jogos que estão espalhadas por todo o país. Muitas dessas casas também oferecem um espaço com máquinas de caça-níqueis. A pessoa pode reconhecer essas casas de jogos facilmente porque elas são luminosas e coloridas. Já em seu interior o som é alto e o ar é bastante enfumaçado, praticamente todos os viciados nessas máquinas fumam. Tanto mulheres quanto homens jogam pachinko e é dito que até existem alguns profissionais nas máquinas.

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Superstições Japonesas - 日本語迷信





Cada país tem suas próprias crenças e costumes. A variação dessas crenças é um fator curioso e interessante, que merece nossa atenção. Vamos dar uma olhada em algumas delas:

* O número quatro é talvez uma das superstições japonesas mais populares. Devido a sua pronúncia (SHI) ser a mesma da palavra morte (SHI) é muito comum encontrar edificações que não possuem o quarto andar. Outro costume muito comum é o de não dar lembrancinhas ou presentinhos (OMIYAGE) compostos por quatro unidades ou quatro peças.
* Além do número quatro, alguns outros números também são "discriminados". Por exemplo, em muitos hospitais evita-se usar leitos como os seguintes números:
- 9 devido a sua pronúncia (ku) ser parecida com a de outra palavra que significa dor ou preocupação.
- 42 que se pronunciado separadamente (shi-ni) significa morrer.
- 420 que, também se pronunciado separadamente (shi-ni- rei) significa espírito.
Também é comum encontrar no mesmo andar de um prédio os apartamentos 201, 202, 203, 205, 206... consecutivamente.
* No Japão acredita-se que pisar nas bordas do tatami traz má sorte.

Fonte:www.japao-online.com

SumiI-ê - 墨絵




" O Caminho Zen da Tinta Preta"


O Sumi-ê originou-se da tradicional pintura chinesa, que em certa época mudou seu sentido meramente decorativo para um caminho de busca espiritual e paz interior.

No início do século X o Japão começou um grande intercâmbio com a China, enviando estudantes para assimilarem o que de melhor a cultura chinesa possuía, destacando-se principalmente a caligrafia e a religião. Este intercâmbio continuou por mais alguns séculos, até que através de mudanças internas os japoneses adaptaram aquilo que tinham aprendido conforme suas necessidades. Uma herança deixada por este laço de amizade foi a semente daquilo que se transformaria no Zen-Budismo, que têm como data de nascimento o século XII.

Uma característica do Zen é a busca em entender as coisas deste mundo não através da aparência externa, mas sim procurando olhar seu interior e assim descobrir seu verdadeiro espírito. Os praticantes do Zen buscam através de exercícios de meditação ( Zazen ), uma libertação da mente presa nos fatos cotidianos do dia-a-dia para um estado de total desprendimento em que a única coisa que existe é o vazio.

Observando os tradicionais artistas que existiam na época, mestres Zen notaram que existia uma perfeita ligação entre a criação artística e o espírito do Zen. Através desta conclusão muitos monges começaram a praticar a pintura e outras artes tradicionais, não como forma de expressão mas sim com o objetivo de treinamento espiritual. Também existiu a mesma análise, mas na visão dos grandes mestres artistas, eles notaram que ao praticarem o Zen, poderiam aprimorar seu espírito criativo chegando a criar belas obras somente através da sua intuição, deixando de lado a reflexão e o pensamento tradicional. Surge deste casamento as principais artes relacionadas ao Zen: Sumi-ê ( pintura ), Chadô ( cerimônia do chá ) e Ikebana ( arranjo floral ).

O Sumi-ê, conforme sua origem, possui como principal característica a rapidez em que é realizado, a inspiração artística é transmitida no prazo mais curto possível, onde não existe tempo para reflexão ou pensamento daquilo que está sendo realizado, o artista deve seguir sua inspiração espontânea. Não existe a possibilidade de nenhuma correção ou repetição, um traço deve ser encarado como único, se existir algum erro ele está "morto " e portando toda obra perdida. Esse foi o espírito que levou muitos Samurais a praticarem o Zen e o Sumi-ê, um golpe de espada deve ser realizado espontaneamente sem chance para correções ou reflexões, caso contrário já se estaria morto devido a velocidade que ocorriam os confrontos.

No Sumi-ê, utiliza-se uma tinta feita de fuligem e cola ( Sumi ) e pincéis de pêlo de ovelha ou texugo de maneira a reter muito líquido, mas é o papel, na maior parte das vezes fino e absorvente, que dá a principal característica deste tipo de pintura. A razão de se escolher um material tão frágil para transmitir a inspiração artística, é que ela deve vir à tona no prazo mais curto possível, se o pincel se retardar muito sobre o papel este é transposto. A cor branca que fica de fundo no papel ( cor original ) é relacionada ao Universo, não se vê um fundo definido e assim a característica relacionada ao vazio é preservada.

A filosofia da pintura Sumi-ê é passar para o papel o espírito de um objeto, não existindo pretensão para criar uma obra realista. Cada pincelada deve estar cheia de energia ( Ki - energia vital que existe em todas as coisas ), cada traço têm que mostrar sua vitalidade e vida. Um ponto não representa uma águia ou um traço o Monte Fuji. O ponto é um pássaro e o traço é a montanha. O artista Sumi-ê, assim como um mestre da confecção da espada samurai, coloca seu espírito na obra e com isso cria vida através de sua expressão artística.

Shin'ichi Hisamatsu, filósofo e profundo conhecedor da arte Zen ressalta sete particularidades que devem existir em uma obra Zen, são elas: assimetria ( fukinsei ), singeleza ( kanso ), naturalidade ( shizen ), profundidade ( yugen ), desapego ( datsuzoku ), quietude e serenidade interior ( seijaku ). Portanto não são todas as obras que podem ser classificadas como Zen-Budistas.

Os principais temas relacionados ao Sumi-ê são: bambus, ameixeras, orquídeas, flores, pássaros e paisagens, não esquecendo aqueles ligados à temas religiosos como pinturas de patriarcas ou parábolas.

Existe uma tendência atual de colocar cores em algumas partes da pintura, principalmente onde a cor é uma forma de demonstração do espírito do objeto, este fato ocorre em muitos temas como por exemplo nas pétalas de flores.

Hoje no Japão, muitos executivos e pessoas de altos cargos praticam o Sumi-ê, não somente como forma de relaxamento ou busca de paz interior, mas também como forma de melhorarem a eficiência nos negócios, principalmente no que diz respeito à tomada de decisões rápidas.

Para se pintar Sumi-ê, o praticante têm que conhecer perfeitamente o objeto que vai pintar, para que não exista reflexão ou dúvida durante o processo criativo deve ocorrer uma observação quase que constante das coisas à volta, assim sua prática também traz uma consciência maior sobre a vida, pois com ela começa-se a existir uma maior sensibilidade das coisas e pessoas que nos cercam.

Fonte:/www.japao-online.com

Aikidô


O Aikidô é uma arte marcial originária do Japão, criada pelo mestre Morihei Ueshiba (1883-1969), que concentrou nela toda a essência do conjunto de artes marciais japonesas (Budô). Buscando coordenar à perfeição as atividades conjuntas do corpo e da mente, em profunda unidade com as leis naturais, o AIKIDÔ propicia ao seu praticante, através do treinamento persistente, o domínio das técnicas de concentração e relaxamento, possibilitando o combate ao "Stress", a defesa pessoal, a manutenção da saúde e a longevidade. Seu Fundador afirmava: O importante não é lutar contra um inimigo e derrotá-lo, é mais do que isso, derrotar os inimigos internos, a insegurança, o receio. É descobrir a maneira de conciliar as diferenças que existem no mundo e fazer dos seres humanos uma grande família.

Os movimentos do AIKIDÔ, sem exceção, seguem as leis da natureza. São cheios de vigor e energia, mas aplicado sempre o princípio da não-resistência, da abstenção e força bruta. Conseqüentemente pessoas de ambos os sexos e de todas as idades podem praticá-lo, sentindo-se atraídas com a real possibilidade de treinar a mente e o corpo, forjando inclusive um caráter equilibrado, temperando-se para todos os momentos da vida.

A arte tem suas origens no Daito Riu Aikijiujitsu criado por Yoshimitsu Saburo Shinja o sexto filho do imperador Seiwa (850-880 DC), pertencente a familia Minamoto. Por pertencer a casa Daito, a arte recebeu este nome. O Aikido ensina claramente o espirito japones de amor pelas força das natureza (DAISHIZEN), e o pensamento da realização de ações sempre pensando no caráter coletivo, de respeito a disciplina, a beleza e a elegancia da simplicidade em se fazer as coisas porem em harmonia com todos os fatores envolventes. No Brasil a CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE AIKIDO-BRAZIL AIKIKAI, é a organização que segue as tradições preconizadas pelo Instituto Takemussu, que visa manter os ensinamentos originais do fundador do Aikido, através de estágios constantes que são feitos no Brasil de mestres alunos diretos do fundador, como Yoshimitsu Yamada, Nobuyoshi Tamura, e Seichi Sugano. O Aikido por não possuir competições, ensina a trasformar os conflitos em ações construtivas, dentro do verdadeiro espirito do "BUDO".

Muita gente pensa que os japoneses inventaram o "budo", para a guerra. Muito pelo contrário. A palavra "DO" cujo kanji os chineses leem como "TAO", significa a verdade ultima, o logos, Deus. As artes marciais modernas portanto na verdade são caminhos espirituais para as pessoas viverem melhor. Foram originalmente criadas por seus fundadores quase como uma religião. A ideia que o Ocidente tem, sobre as artes marcias como algo para a violencia, foi criada porque os primeiros estrangeiros que chegaram ao Japão não podiam entender que ao verem as pessoas lutando, na realidade estavam praticando um exercicio para melhor entenderem a Natureza, e assim poderem se harmonizar com ela, como preconiza o sentimento original do povo japones. Esta mudança da utilização das artes marciais para "Caminhos Marciais" ocorreu depois que as armas de fogo chegaram no Japão, e os samurais perceberam que seus afiados e bem manejados katanas (sabres) eram inuteis diante de uma pistola carregada. Diante desta realidade passaram a praticar os movimentos marciais, não como instrumentos para a guerra, mas sim, como exercicios para a iluminação espiritual. Os ocidentais porem ao chegarem no Japão e verem as pessoas trocando socos e pontapés, pensaram que aquilo podia ser um excelente meio de defesa pessoal, e assim importaram a prática erroneamente com a ideia de que uma pessoa procura um caminho marcial com o objetivo se ficar bom de briga.Daí a ideia que que um faixa preta de arte marcial é uma pessoa perigosa. Muita gente perde tempo enorme em academias tentando apenas a aprender técnicas de defesa pessoal, que nada valem hoje em dia, na realidade, onde as pessoas agressivas andam com armas de fogo. É preciso treinar a calma, a tranquilidade, o domínio das emoções, a segurança, a coragem, e nisto o Aikido pode ajudar muito. Agora, já nos principais centros mundiais, após quase 40 anos de divulgação do AIKIDO na Europa, e Américas, existem muitos professores ocidentais que entenderam este espirito e vem divulgando o mesmo corretamente.

O fundador do AIKIDO, Morihei Ueshiba, era um personagem fantástico, mistico. Existem estorias fantasticas sobre o mesmo. Ele era capaz de presentir pessoas que queriam atacá-lo sem vê-las, chegava a arrancar pequenas arvores apenas com suas mãos, e a levantar pedras incompativeis para seu tamanho e peso, fruto de seu intenso treinamento e iluminação espiritual a que chegou.

No Aikido o praticante inicia-se na arte, aprendendo a cair e a rolar sem se machucar. Posteriormente começa a relacionar-se com um companheiro de treino, e vai aprendendo suas fraquezas e pontos fortes, bem como a de seus semelhantes. Com o passar do tempo vai desenvolvendo sua sensibilidadade a ponto de poder controlar um oponente facilmente com um mínimo de força, bem como a presentir o caráter e as intenções das pessoas logo no primeiro encontro. É uma arte muito util para as pessoas que estão na direção de grupos humanos, como os gerente, diretores, e chefes de equipe, pois ensina a liderança e o trabalho conjunto em harmonia dando segurança e coragem para seus praticantes, vencendo o medo que tanto atrapalha no relacionamento humano.

É claro que Aikido pode ser usando como defesa pessoal em determinadas situações, em uma briga de rua por exemplo. Porém, a experiência me ensinou que o mais eficiente dos faixas pretas se torna indefeso diante de um revolver em mão hábeis. Infelizmente muitas artes marciais tradicionais se tornaram esportes de competição e perderam a origem para a qual foram criadas.

Morihei, após treinar diversas artes marciais, percebeu que a verdadeira força está no sentimento correto. Após provar isto na prática, desenvolveu uma forma de treino criando assim o Aikido.

No Aikido não há competições. Isto porque uma competição preza pelo mais forte deixando de lado a beleza e a correção. O Aikido é um exercício para todo o corpo. Utilizam-se músculos que não se usam nas atividades do dia-a-dia inclusive aqueles próximos a órgãos internos. Pode-se dizer que é uma forma de massagem para todo o corpo. Utilizam-se muitas técnicas que exercitam as juntas do corpo de forma a melhorar a circulação sanguínea que costuma diminuir exatamente nestes pontos. Para se aplicar as técnicas do Aikido não são necessários grandes esforços. Com a utilização correta dos membros inferiores, até mesmo mulheres e crianças podem arremessar homens grandes. Isto porque com a utilização de movimentos naturais, surgem forças da natureza para auxiliar. É a esta força que chamamos de KI. No Aikido não é necessário treinar de forma agarrada ao parceiro, sendo possível treinar entre pessoas de sexos opostos ou em família de forma agradável.

0 Aikido foi criado com base em antigas formas de artes marciais sendo adaptado para a era moderna. É o lado marcial do espírito de enaltecimento supremo da correção observado na cultura japonesa. Pratique AIKIDO corretamente e abra a porta da força infinita da grande natureza.

Perguntas mais freqüentes por quem está interessado em começar a treinar Aikido.

.:: Os lemas do Aikidô ::.

1 - MANTER A DISCIPLINA.
2 - NÃO SE ENERVAR.
3 - NÃO SE ENTRISTECER.
4 - NÃO POSSUIR SENTIMENTO HOSTIL.
5 - SER COMPREENSIVO.
6 - SER TRANQUILO.
7 - SER PACÍFICO.
8 - MANTER A ÉTICA.
9 - FAZER AMIZADE COM TODOS.
10 - RESPEITAR A DEUS E AS PESSOAS.
11 - SER HUMILDE.
12 - SER JUSTO E HONESTO.
13 - CONSCIENTIZAR-SE QUE O AIKIDÔ REPRESENTA O CAMINHO DE DEUS.
14 - CONSCIENTIZAR-SE DE QUE A PRÁTICA DO AIKIDÔ TEM POR PRINCÍPIO O AUTO CONHECIMENTO.

.:: Algumas regras de etiqueta e comportamento no Dojo ::.

1) É responsabilidade de todos manter as regras tradicionais de conduta no Dojo. Este espírito vem do Fundador e deve ser respeitado, honrado e mantido.

2) É de responsabilidade de todos criar uma atmosfera positiva de harmonia e respeito.

3) O Dojo não deve ser utilizado para outro fim a que se destina, salvo expressa ordem de Sensei.

4) A limpeza é uma oração de agradecimento, é dever de todos executar a limpeza física e do coração de todos.

5) É decisão do Sensei quando ele deve ensinar alguma técnica. Não se pode comprar técnicas. A mensalidade é uma pequena parcela para ajudar a pagar as despesas para o local de treinamento e é uma forma muito pequena de demonstrar a gratidão do aluno ao mestre pôr seus ensinamentos.

6) Respeitar, Respeitar, Respeitar, é um pensamento contínuo no Dojo.

7) É um dever moral de todos usar as técnicas para fins pacíficos visando sempre construir.

8) Não deve haver conflitos do Ego no tatami. Aikidô não é um ringue de competição de vaidade.

9) A insolência jamais será tolerada, devemos ter consciência de nossas limitações.

10) Cada pessoa tem condições, e razões diferentes para treinar. Devemos respeitar suas expectativas.

11) Jamais se deve contra argumentar com o professor.

12) Jamais deixe de fazer a reverência ao Kamizá ao entrar e sair do Dojo.

13) Respeite seu uniforme de treinamento, deve estar sempre em boas condições e de aparência.

14) O Dojo não é uma praia, sente-se sempre em seiza ou com as pernas cruzadas no estilo japonês, no caso de ter problemas no joelho.

15) Quando o Sensei demonstra uma técnica, fique sempre em Seiza, após, faça uma reverência, e comece imediatamente a praticar.

16) Quando o final de uma técnica é assinalada, cumprimente o parceiro e vá imediatamente para seu lugar de início da aula.

17) Se for absolutamente necessário perguntar algo ao Sensei, vá até ele, não o chame para si.

18) Respeite os alunos mais experimentados, jamais discuta se as técnicas estão erradas ou não.

19) Se você não é Yudansha, não corrija ninguém.

20) Não converse em cima do Tatami. Aikidô é experiência.

21) É responsabilidade de todos manter o Dojo limpo, de preferência deve ser varrido diariamente.

22) Não se deve usar jóias, mascar coisas no tatami. Além do corpo somente se usa o uniforme


Fonte: www.japao-online.com

Provérbios Japoneses -Nihon no Kotowaza - 日本のことわざ





Original - 

Romaji -  Ningen banji saiou ga uma

Provérbios:

Uma velha história conhecida por Saiou ga uma, diz um certo dia o cavalo de um ancião chamado Sai quebrou a cerca e fugiu para bem longe e quando seus vizinhos vieram consolá-lo, ele respondeu: "quem sabe isto não seja um sinal de boa sorte?!" Dias depois o cavalo retornou trazendo um outro com ele. Então, quando seus vizinhos vieram lhe cumprimentar pelo ocorrido, ele respondeu: "quem me garante que isto seja um sinal de boa sorte?!" Algum tempo depois, o filho de Sai cai do cavalo e quebra sua perna. Seus vizinhos pensaram: "mas que falta de sorte". Entretanto dias depois o imperador convocou todos os jovens daquela vila para a guerra. O único dispensado foi o filho de sai devido a sua perna quebrada.


Moral: Portanto nem tudo que parece ser má sorte torna-se realmente má sorte e vice-versa.

Fonte: www.japao-online.com

Manga - 漫画


Mesmo antes de se pensar no conceito de história em quadrinhos no Ocidente, os japoneses já haviam desenvolvido algo bem semelhante. Dentro de sua arte, já produziam histórias sobre o seu cotidiano apresentando muitos aspectos que mais tarde iriam formar o que hoje conhecemos como Mangá. As histórias em quadrinhos, não são consideradas como coisas de criança no Japão. O Mangá, como é chamado o gibi japonês, é um hábito que sobrevive ao final da infância e continua sendo o principal hábito de leitura durante toda a vida dos japoneses.

É errôneo taxá-lo como coisa de aficionados. Muito pelo contrário, basta entrar em qualquer trem ou metrô para se deparar com alguém lendo mangá. Nenhum livro ou revista bate os quadrinhos nas vendas. Nas bancas existem nada menos do que 273 títulos à disposição do consumidor. Só no ano passado, os japoneses deixaram 580 bilhões de ienes (5,5 bilhões de reais) na compra de 2,2 bilhões de exemplares - o que dá quase um mangá para cada três habitantes do planeta.

Fonte:www.japao-online.com

Ikebana - 生け花




Introdução

De todas as artes tradicionais japonesas, talvez a mais conhecida e intensamente praticada nos dias de hoje seja a ikebana, a arte dos arranjos florais. Mesmo com uma origem que remonta a centenas de anos passados, ela mantém-se como elemento essencial no universo artístico contemporâneo. Transcendeu o seu espaço no tradicional altar da casa japonesa (tokonoma), para ingressar no dia-a-dia do mundo moderno. De maneira similar, a ikebana não é mais uma arte de domínio exclusivo de artistas ou ornamentadores japoneses, pois, entre seus entusiastas, estão criadores de arranjos profissionais e amadores de todas as nações e áreas de atividade. Esta nova dimensão acrescentada ao uso e significado da ikebana, não alterou de modo algum os conceitos básicos de estrutura, espaço e naturalismo desenvolvidos e aperfeiçoados através dos séculos.

Dessa maneira, resolvi percorrer um pouco do universo da ikebana, conhecendo um pouco da sua definição e desvendando o berço de suas origens e expressão atual.


O que é Ikebana?

A palavra ikebana é geralmente traduzida como "a arte japonesa de arranjo floral", mas os materiais de ikebana podem incluir galhos novos, parreiras, folhas, frutos, grama, bagas, sementes e flores, bem como plantas murchas e secas. De fato, pode ser usada qualquer substância natural e, na ikebana contemporânea, também se usa vidro, metal e plástico. Sendo uma das artes tradicionais do Japão, a ikebana desenvolveu uma linguagem simbólica e conceitos decorativos com o uso de flores e ramos efêmeros torna a dimensão de tempo uma parte integral da criação. A relação entre os materiais; o estilo do arranjo; o tamanho, forma, volume, textura e cor do recipiente; e o lugar e ocasião da exposição são todos fatores vitais e importantes. Com sua história de 500 anos, tem havido uma grande variedade de formas, desde modestas peças para decoração caseira, até trabalhos esculturais inovadores que podem ocupar todo um salão de exposição.

A par da enorme variedade da obra contemporânea, as formas tradicionais continuam a ser estudadas e criadas. Além disso, a prática de ikebana, também chamada kado, ou o Caminho das Flores, tem sido buscada como forma de meditação na passagem das estações, do tempo e da mudança. Suas origens religiosas e forte ligação com o ciclo natural do nascimento, crescimento, decadência e renascimento conferem a ikebana uma profunda ressonância espiritual.

Fonte:www.japao-online.com

História de Hachiko - ヒストリアデハチ公




Hachikō (ハチ公), conhecido em japonês como chūken Hachikō (忠犬ハチ公, "cão fiel Hachikō" em tradução livre), foi um cachorro da raça Akita nascido na cidade de Ōdate, na Prefeitura de Akita, e é lembrado pela sua lealdade pelo dono, que perdurou mesmo após sua morte.

Todo ano em 8 de abril ocorre uma cerimônia solene na estação de trem de Shibuya, em Tóquio. São centenas de amantes de cães que se reúnem em homenagem à lealdade e devoção de Hachiko, fiel companheiro do Dr. Eisaburo Ueno, um professor da Universidade de Tóquio.

Mas, quem foi Hachiko? Que houve de tão extraordinário em sua vida para granjear a admiração e o respeito de tantos que assistem a tal reunião de caráter solene? O artigo intitulado "Velho e fiel cão espera pelo retorno do dono por dez anos", publicado na edição do Asahi Shinbun de 4 de outubro de 1933, lança luz sobre estas questões.

O texto impresso fez um registro histórico de uma das mais bonitas, se não, a mais bela e ímpar história de lealdade, fidelidade e incondicional amor de um cão para com seu dono. De tão incrível era a história contada nas entrelinhas do artigo que a atenção de todo o povo japonês se voltaria para ela; nada menos que o mundo acabaria se rendendo a tal registro épico!

Diga-se, de passagem, que a comovente história do Chu-ken Hachiko (o cachorro fiel Hachiko) rendeu um livro e um filme chamado "A História de Hachiko", mas, sobretudo, colaborou sobremaneira para que a reputação da raça se tornasse conhecida e famosa em todo o mundo, além de impulsionar um apaixonado movimento de restauração e preservação da raça Akita em seu país de origem, o Japão.

O nome do protagonista e aspirante ao estrelato da história contada pelo Asahi Shinbun, e que ficou conhecido em todo o mundo, era Hachiko, um cão branco da raça Akita; o coadjuvante, seu próprio dono, o Dr. Eisaburo Ueno.Pode-se dizer que a história toda teve seu início muito antes daquele 4 de outubro de 1933, data em que o artigo veio a público.

Chu-ken Hachiko









O "Era uma vez..." desta história teve seu ponto de partida em novembro de 1923, portanto, exatos dez anos antes. Naquele mês e ano nasceu Hachiko, na cidade de Odate, província de Akita.

Em 1924, Hachiko foi enviado a casa de seu futuro proprietário, o Dr. Eisaburo Ueno, um professor do Departamento Agrícola da Universidade de Tóquio. A história dá conta de que o professor ansiava por ter um Akita há anos, e que tão logo recebeu seu almejado cãozinho, deu-lhe o de Hachi, ao que depois passou a chamá-lo carinhosamente pelo diminutivo, Hachiko. Foi uma espécie de 'amor à primeira vista', pois, desde então, se tornariam amigos inseparáveis!

O professor Ueno morava em Shibuya, subúrbio de Tóquio, perto da estação de trem que levava (e que leva até os dias de hoje) o mesmo nome. Como fazia do trem seu meio de transporte diário até o local de trabalho, já era parte integrante da rotina de Hachiko acompanhar seu dono todas as manhãs. Caminhavam juntos o inteiro percurso que ia de casa à estação de Shibuya. Mas, ainda mais incrível era o fato de que Hachiko parecia ter um relógio interno, e sempre às 15 horas retornava à estação para encontrar o professor, que desembarcava do trem da tarde, para acompanhá-lo no percurso de volta a casa.

Entretanto, algo de trágico estava para acontecer no dia 21 de maio de 1925 — mal se sabia, mas, reescrevia-se ali um novo desfecho para a história. Hachiko, que na época tinha pouco menos de dois anos de idade, à hora certa, lá estava na estação como de costume, pacientemente (e de rapinho abanando!) à espera de seu dono. Só que o professor Ueno não retornaria naquela tarde de 21 de maio; sofrera um derrame fatal na Universidade que o levara a óbito. Destarte, ainda que alheio da realidade, naquele dia o leal e fiel Akita esperou por seu dono até à madrugada.

Após a morte do professor Eisaburo Ueno, conta a história que seus parentes e amigos passaram a tomar conta de Hachiko. Mas, tão forte e inexpugnável era o vínculo de afeto para com seu amado dono — lealdade, fidelidade e incondicional amor levados ao extremo —, que no dia seguinte à morte do professor ele retornou à estação para esperá-lo. Retornou todos os dias, manhã e tarde à mesma hora, na incansável esperança de reencontrá-lo, vê-lo despontar da estação de Shibuya. Às vezes, não retornava à casa por dias!

Foi assim dez anos seguidos repetindo a mesma rotina (quiçá, já não tão feliz), razão pela qual já era uma presença familiar e pitoresca para o povo que afluía à estação. E ainda que com o transcorrer dos anos já estivesse visivelmente debilitado em conseqüência de artrite, Hachiko não se indispunha a ir diária e religiosamente à estação. Nada nem ninguém o desencorajava de fazer sua peregrinação!

A história tem seu triste clímax em 8 de março de 1935, quando aos 11 anos e 4 meses, Hachiko é encontrado morto no mesmo lugar na estação onde por anos a fio esperou pacientemente por seu dono, onde durante dez anos se tinha mantido em vigília.

Hachiko, como não poderia deixar de ser, tornou-se um marco, um referencial de amizade talvez jamais igualável em qualquer era anterior ou futura na história. Sua descomunal lealdade e fidelidade receberam o reconhecimento de todo o Japão. Em 21 de abril de 1934, praticamente um ano antes de sua morte, uma pequena estátua de Hachiko, feita de bronze pelo famoso artista japonês Ando Teru, foi desvelada em sua honra numa cerimônia perto à entrada da estação de Shibuya, local onde morreu. Era a memória de Hachiko sendo imortalizada.

Durante a 2ª Guerra Mundial, para aplicar no desenvolvimento de material bélico, todas as estátuas foram confiscadas e derretidas, e, infelizmente, entre elas estava a de Hachiko.

Após a guerra Hachiko foi duramente esquecido; todavia, como toda história que se preze precisa ter um final feliz, em 1948 a The Society For Recreating The Hachiko Statue — entidade organizada em prol da recriação da estátua de Hachiko — convidou Ando Tekeshi, o filho de Ando Teru (escultor da estátua original), para esculpir uma nova estátua. Até os dias de hoje a réplica encontra-se colocada no mesmo lugar da estátua original, em símbolo de um tributo à lealdade, confiança e inteligência de uma raça, a Akita.

Todos que passam pela estação de Shibuya, em Tóquio, podem ver e comover-se com a imponente estátua de Hachiko, erguida em sua memória, eternizando a história de paixão e lealdade incomparável desse cão por seu dono. A efígie, esculpida em bronze e que repousa sobre um pedestal de granito, ergue-se como uma silenciosa prova do lugar ocupado pelos Akitas na história cultural e social do Japão.

A estação de Odate, em 1964, recebeu a estátua de um grupo de Akitas; anos mais tarde, em 1988, também uma réplica da estátua de Hachiko foi colocada próxima a estação.

A história de Hachiko atravessa anos, passa de pai para filho, sendo até mesmo ensinada nas escolas japonesas - no início do século para estimular lealdade ao governo, e, na atualidade, para exemplificar e instilar o respeito e a lealdade aos anciãos. Apesar de Hachiko ter sido um cão, deixou uma grande lição de vida 'animal' para todo bom amigo.

Na atualidade, viajantes que passam pela estação de Shibuya (provavelmente o ponto de encontro mais popular em Shibuya) podem comprar presentes e recordações do seu cão favorito na Loja "Shibuya No Shippo" (ou "Tail of Shibuya"), localizada no Memorial de Hachiko.

Hachiko foi empalhado (para conservar-lhe as formas) e submetido à substâncias que o isentam de decomposição, e o resultado deste maravilhoso processo de conservação está agora em exibição no Museu de Artes de Tóquio.

Quase setenta anos decorreram desde a morte do Chu-ken Hachiko, mas ele nunca será esquecido! A história por detrás da estátua de bronze perpetua-se no tempo, e continua esquentando os corações da população local e de turistas do mundo inteiro.

Loja "Shibuya No Shippo" (ou "Tail of Shibuya")














Fonte:www.clubedoakita.com.br

Nomes Japoneses - 日本語の品名


Elaine


Sobrenomes

No Japão, como também na China e na Coréia, o nome de família vem antes do nome. Por exemplo, em Utada Hikaru, Utada é o sobrenome e Hikaru é o nome. Até o final do período Edo (1603-1867) somente os samurais e os nobres tinham sobrenome, as pessoas de outras classes sociais não tinham direito a usar sobrenomes. Somente após a restauração Meiji (1868) os japoneses de todas as classes adquiriram o direito de usar sobrenome.
Todos os sobrenomes japoneses devem ser escritos em kanji (ideograma chinês). Quando um estrangeiro naturaliza-se japonês, ele tem que escolher com que kanji irá escrever seu sobrenome. O jogador de futebol brasileiro naturalizado japonês Alex Santos, que jogou na seleção japonesa na copa de 2002, tem seu sobrenome escrito da seguinte forma em kanji:





Alguns dos sobrenomes japoneses mais comuns são: Suzuki, Sato, Tanaka, Watanabe, Yamamoto, Nakamura, etc.

Casamento

Ao casar-se a mulher japonesa perde o seu sobrenome e passa a usar o sobrenome do marido. Uma pessoa chamada Akiko Sato (mulher) ao casar com outra chamada Ichiro Yamamoto (homem) passaria a se chamar Akiko Yamamoto. Somente em alguns casos especiais isto não acontece. Se uma família importante, dona de uma empresa, por exemplo, não tiver descendentes homens, o genro casado com a filha mais velha perde seu sobrenome e adquire o da mulher, passando assim a ser o herdeiro da família da esposa.

Nomes

Os nomes japoneses podem ser escritos em hiragana, katakana, ou kanji. Nomes terminados em ko geralmente são femininos, como por exemplo: Haruko, Kyoko, Michiko, etc. Note que nem todos os nomes terminados em ko são femininos, Norihiko, por exemplo, é um nome masculino. Já os nomes masculinos podem indicar a ordem de nascimento dos filhos utilizando o prefixo -ro, Ichiro (primeiro filho), Jiro (segundo filho), Saburo (terceiro filho), Shiro (quarto filho) e assim por diante. Outros nomes masculinos comuns são: Akira, Ken, Ken`ichi, Hiroshi, etc.

Significado

O significado dos nomes de família japoneses geralmente tem relação com o local em que vivia a família quando esta começou a utilizar o sobrenome, lembrando que a maioria dos japoneses só começaram a utilizar sobrenomes após a restauração Meiji (1868). Exemplos: Tanaka, dentro do campo de arroz, Inoshita, embaixo do poço, Yanamoto, base da montanha, Matsushita, embaixo do pinheiro, etc.
Já o primeiro nome geralmente procura passar uma idéia de força e/ou vitalidade no caso dos nomes masculinos, e beleza e/ou suavidade no caso dos nomes femininos. O significado do nome e do sobrenome depende do kanji com o qual é escrito e não com a pronúncia. O nome Akira, por exemplo, dependendo do kanji, pode significar, entre outros, verdade ou luz.

Fonte: www.japao-online.com

Kendo - 剣道



" O Caminho da Espada Samurai "

Kendo literamente significa "caminho da espada" em japonês. É a arte da tradicional esgrima japonesa que foi desenvolvida pelos Samurais, tendo as suas origens nas diversas técnicas de luta com espada refinadas por centenas de anos de combate e estudo. O Kendo lida com as habilidades físicas e mentais necessárias para o confronto. O objetivo do Kendo não é apenas desenvolver a habilidade física de luta, mas também os aspectos morais e espirituais que podem eventualmente serem aplicadas na vida real. No Japão, é uma das mais disseminadas artes marciais, mas é também popular nos Estados Unidos, Coréia, Europa e também no Brasil, que tem a honra de ter alguns dos melhores Kendocas do mundo.

A espada é a primeira arma lembrada quando se estuda sobre os guerreiros antigos, onde são encontrados exemplares desde a Grécia antiga até o século passado com os Samurais. Ainda hoje, em muitos exércitos do mundo, a espada é um símbolo de prestígio, honra e dignidade.

A história do Kendô ( Caminho da espada ) está inteiramente relacionada com a História do Japão. Em todas as fases ao qual este país já passou, a espada e os homens que a portavam foram itens primordiais para o andamento dos fatos. Portanto para conhecer o desenvolvimento desta arte marcial, é necessário que se estude e entenda os acontecimentos que levaram a mudança do Kenjutsu ( técnica da espada ) para o Kendô .

O Kendô originou-se diretamente da técnica e tática do manejo da espada Samurai - Kenjutsu, apesar do primeiro estar muito mais ligado à parte espiritual e na busca de valores nobres, não pode-se esquecer de suas origens para que sua essência se conserve com o tempo.

Do século X ao XIII, o Japão passou por grandes transformações políticas, sociais e econômicas que deram lugar para a ascensão de uma ordem feudal sob o domínio das classes sociais de guerreiros, " Samurai " ou " Bushi ". Estes guerreiros eram muito influenciados pelas religiões existentes, chegando ao ponto de desenvolverem um código de conduta que até hoje é utilizado - O Bushido.

O Bushido constitui o código dos princípios morais que os guerreiros deviam observar tanto em sua vida diária como em sua profissão, ou seja, os preceitos de cavalheirismo da nobre obrigação da classe guerreira. Não se trata, contudo, de um código escrito, visto que consta, quando muito, de umas poucas máximas que correram de boca em boca ou saíram da pena de algum grande guerreiro ou sábio. Trata-se, com muito maior freqüência, de um código não enunciado nem escrito que possui, em troca, a poderosa sanção de uma lei escrita nas fibras do coração. Estabeleceu-se não por obra de um cérebre criador ou sobre a vida de um só personagem, mas sim como produto orgânico de séculos de experiência militar.

As três principais fontes do Bushido no Japão foram as filosofias budista, xintoísta e confucionista.

No início do Período Edo ( 1600 ) ocorre a unificação do Japão pelo Shogun Tokugawa Ieyasu acabando-se assim as guerras entre feudos. Com o Japão sendo unificado a classe de guerreiros ficou sem seu sentido prático, o que gerou uma enorme leva de Ronins - Samurais sem mestre ou desempregados, assim muitos buscaram outras tarefas ( comércio, artesanato, etc.. ), mas os melhores não esqueceram suas origens e buscavam continuar ainda praticando a arte da espada com a finalidade de aprimorarem suas técnicas. Para sobreviver, os samurais que praticavam a esgrima buscavam emprego como professores de homens ricos ou abriam escolas (Ryu), alguns entraram no crime como ladrões e assassinos, gerando o que se conhece hoje como a Yakusa ( máfia japonesa ).

Com o passar do tempo muitas escolas foram aparecendo, para que suas técnicas fossem consideradas eficientes começaram a surgir duelos entre diferentes escolas, quase sempre com a morte do perdedor, o mais famoso Samurai desta época é conhecido como Miyamoto Musashi. Musashi após uma vida cheia de lutas e derramamento de sangue, isola-se em uma montanha para escrever a história da escola que fundou ( Nitten ) e através de uma reflexão sente que a coisa mais importante da vida, é dar a vida pelas outras pessoas e não tirá-la ( como citam alguns autores ).

Apesar das escolas de esgrima ( Kenjutsu ) não terem mais a finalidade de preparar soldados para a guerra, muitos praticantes se machucavam com os treinos, que eram realizados com espadas de madeira ( Bokken ou Bokuto ). No século XVIII, inspirados nas tradicionais armaduras ( Oyoroi ) os mestres criam proteções para a cabeça, tórax e ante-braço, além de um tipo de espada feita de bambu, assim os treinos de luta poderiam continuar sendo feitos o mais realistas possíveis, mas com a diminuição do número de acidentados. Surge o " Bogu " - a armadura do lutador de Kendô. A espada real ( Katana ) ou a de madeira somente seriam utilizadas nos Katas ( técnicas combinadas que simulam o que poderia acontecer em um combate real ).

No ano de 1868 ocorre a restauração Meiji , a volta do Imperador ao poder, e a abolição do uso da espada e da classe dos Samurais, apesar de algumas revoltas a transformação ocorreu com eficiência.

A experiência acumulada pelo tempo em diversas escolas, levou à uma consciência que o treino da esgrima não era somente uma maneira de deixar o corpo e espírito fortes, mas também um caminho de buscar o que de melhor o praticante possui e assim contribuir para a felicidade da sociedade, levando sentimentos puros como o respeito e amor à todas as pessoas. Alguns mestres citaram que sem amor não pode-se praticar o verdadeiro Kendô.

O grande inspirador da mudança do Kenjutsu para o Kendô foi o fundador do Judô , Jigoro Kano Sensei, que através de seus exemplos de dignidade demonstrou a força poderosa que a filosofia e a busca espiritual podem acrescentar na técnica, gerando a verdadeira arte marcial.

Como no Japão existiam mais de 300 estilos diferentes de esgrima, no ano de 1912 ocorreu a unificação para um único que seria representativo das técnicas dos demais, assim hoje existem 10 tipos de Katas que são uma série de movimentos praticados em dupla que sintetizam a experiência ocorrida em combates reais e diversas técnicas de luta, que são praticadas usando-se a armadura ( Bogu ) e com a espada de bambu ( Shinai ).

O Katana ( espada ), de acordo com o mestre Toranosuke Shimada, é o espírito do indivíduo. Se o espírito não for correto a espada também não será. Quem deseja dominar a espada terá primeiro que dominar o seu espírito, tal como os antigos Samurais. Isto pode-se se traduzir em procurar desenvolver o autocontrole, e através dele saber aproveitar as oportunidades que a vida nos coloca, para aprender e também para oferecer coisas que certamente serão boas para a sociedade.


Fonte:www.japao-online.com

Boas Maneiras no Japão - 日本でのマナー

Os Sapatos - 靴


Surippa



Os japoneses têm o costume de tirar os sapatos logo que entram em casa e nas casas alheias. A idéia básica é proteger o interior da casa de contaminação trazida de fora. Os sapatos são permitidos apenas nas entradas das casas, numa área chamada Genkan (pronuncie guenkan). O Genkan localiza-se sempre um degrau abaixo da entrada principal da casa. Após tirar os sapatos e subir esse degrau, é costume virar os sapatos, deixando as pontas voltadas para o lado oposto do degrau ou seja, voltados para a saída. Normalmente, os anfitriões providenciam chinelos, conhecidos como Surippa para serem usados nas áreas sem tatami. Nas áreas de tatami, devemos ficar descalços. Cuidado: existem chinelos especiais para serem usados apenas nos banheiros. Portanto, não se deve confundir usando-os nos outros cômodos da casa.






Hashi - 箸




Algumas normas Importantes para o uso do Hashi:


- Não se deixar o Hashi enfincado na comida, especialmente no arroz. Apenas em funerais o Hashi é espetado no arroz e depois posto no altar.
- Quando não estiver utilizando o Hasshi, coloque-o sobre a mesa em sua frente ou sobre a vasilha com a ponta voltada para o lado esquerdo.

- Não passe alimentos do seu Hashi para o Hashi de outra pessoa. Apenas em funerais os recipientes com os corpos cremados são passados de pessoa para pessoa.
- Não espete os alimentos com o Hashi.
- Nunca aponte algo ou alguém com o Hashi e não o movimente demais no ar.
- Se desejar partir um alimento em dois pedaços com o Hashi, faça isso passo a passo, controlando os movimentos e a força.
- Não lamba o Hashi.

Facas e garfos são usados apenas em comidas ocidentais. Colheres são usadas para comer certas comidas japonesas, por exemplo, donburi ou curry japonês(kare). As colheres chinesas de cerâmica são algumas vezes usadas para tomar sopas.

Fonte:/www.japao-online.com

Bomba de Hiroshima - 広島原爆


Hiroshima, 06 DE AGOSTO DE 1945...(マツダは、1945年8月6日...)


Um clarão....um estrondo...80.000 mortos instantaneamente...fogo...ferros retorcidos...cinzas... ruínas...nada.


Na manhã de 06 de agosto de 1945, mais precisamente às 08h 45, o "Little Boy" (como foi apelidada a bomba lançada pelo bombardeiro Enola Gay) atinge o solo japonês reduzindo a pó tudo no raio de 2 Km. Até mesmo casas num raio de 4Km foram seriamente atingidas.

Explosão da Bomba




Há aproximadamente 900 metros do epicentro da explosão, o antigo palácio de exposições da prefeitura de Hiroshima, conhecido hoje como Genbaku Dome (que pode ser traduzido como Cúpula da Bomba Atômica), se destacava na paisagem retorcida por ser a única edificação, ou melhor, ruína que permaneceu em pé.

Genbaku Dome




Já era quase o final da guerra e Hiroshima ainda não havia sido atacada. A cidade continuava com suas atividades normais, seguindo as orientações do governo. O comércio e as escolas continuavam a funcionar normalmente, ao contrário do que acontecia nas outras cidades que também eram alvos militares.
Toda vez que uma aeronave inimiga se aproximava da cidade, sirenes de alerta soavam. E não foi diferente no dia 06 de agosto de 1945. De repente, um estrondo, um clarão, uma onda de calor e todas as edificações junto com a vegetação desapareceram.


O centro de Hiroshima transformava-se então num mar de cinzas. Aproximadamente 80.000 (oitenta mil) japoneses morreram instantaneamente. O número de mortos pela bomba ou por doenças causadas por ela, chegou aos 140.000 num total de 350.000 habitantes na época. Ninguém sabia o que estava acontecendo, pois a bomba atômica ainda era uma arma totalmente desconhecida. Afinal era a primeira vez que uma arma desse tipo era utilizada e que acabou sendo chamada de Bomba Especial.

Hiroshina Hoje




Fonte:www.japao-online.com

Saquê - 酒






A História

O que há de tão especial na bebida alcoólica obtida com a fermentação do arroz, que comparativamente ganha de longe até mesmo do vinho, no quesito tradição? Essa e outras perguntas já devem ter passado na cabeça de muita gente quando se ouve falar na milenar bebida japonesa: o saquê.

Famosa por estrelar diversos filmes ao lado celebridades de Holywood, como no recente “ O Último Samurai”, a bebida um dia já foi considerada alimento. Em meados do século V a.C., no período Nara, os produtores não conheciam técnicas apuradas de fermentação, e o saquê era feito com pouco álcool e água, em uma combinação que mais lembrava uma porção de mingau do que outra coisa... Nessa época, “comia-se” o saquê de hachi, direto de uma tigela. Na verdade, tudo era o resultado de uma receita com pormenores um tanto repulsivos: mascava-se o arroz para fermentá-lo com a saliva e depois cuspia-se em tachos para só então iniciar o preparo da bebida. Esse método era chamado de “Kuchikami no sake”, ou saquê mastigado na boca. Já na província de Hokkaido e em áreas rurais de Okinawa, os fãs da bebida encontraram outras maneiras de “purificar” esse processo, determinando que apenas as jovens mulheres virgens poderiam mastigar o arroz, pois elas eram consideradas representantes dos deuses aqui na terra. Logo não demorou, e a bebida produzida por elas foi batizada de “bijinshu”, saquê de mulher bonita. E por incrível que pareça, essa prática sobreviveu até poucos séculos, mesmo após a adoção de técnicas mais modernas de fermentação.

Diz a lenda que a fermentação da bebida foi descoberta por acaso: “Certo dia, um cidadão desleixado esqueceu de tampar um tacho de arroz que cozinhará e o arroz acabou mofando. E como ele era realmente desleixado, também o esqueceu de jogar fora e só depois de alguns dias “notou” que havia ocorrido uma fermentação e o arroz então, transformara-se em uma deliciosa bebida, na verdade mais pastosa do que líquida. A total falta de cuidado do cidadão, acabou se transformando então, em um método e os produtores descobriram que o fungo que mofara o arroz era o responsável pela transformação do amido em glicose e fermento. Logo, o fungo ganhou nome “kamutachi” e não demorou muito para que os produtores divulgassem que a bebida era “produzida pelos deuses”.

Até o século passado, o saquê ainda era produzido artesanalmente, onde o arroz era primeiro lavado e depois colocado em tinas (vasos gigantes) para cozinhar. E após esta etapa de fermentação, a pasta resultante era ralada e só então, misturada manualmente até chegar ao produto final. No entanto, atualmente os grandes fabricantes japoneses ainda utilizam métodos que lembram esse antigo processo. E hoje, o saquê é feito em grande escala industrial e não há mais vestígios do romantismo do passado. Pelas leis do país, a produção caseira da bebida é proibida.

E como os tempos mudam, o “kamutachi” também mudou de nome e hoje é conhecido como “koji”. E é ele quem determina o aroma e o gosto do saquê, uma difícil tarefa para os “tojis”, pois eles que escolhem o fungo que garantirá um sabor ainda mais especial à bebida. O que permanece inabalável, no entanto, é a popularidade do ritual.

Beber saquê é um ritual no país, e existem várias razões pelas quais a bebida é apreciada, que vão muito além do paladar, sede ou disposição para encher a cara. Segundo a tradição, bebe-se saquê para eliminar as preocupações e prolongar a vida, e isto por si só, vale qualquer dose a mais. Pega até mal chamar de bêbado quem toma saquê de forma exagerada e sai cambaleando de madrugada pelas ruas das cidades japonesas. Inebriado talvez fosse a designação correta, uma vez que os efeitos da bebida transformam seus apreciadores em cantores, galanteadores e seresteiros ao luar nas noites nipônicas.

No Japão, costumam-se dizer que o saquê é o melhor companheiro na solidão. Só não se pode toma-lo em qualquer copo ou em qualquer ocasião. Bebe-se em grandes comemorações como no Ano Novo e nas cerimônias xintoístas de casamento, em encontros românticos e também na falta de um pretexto feliz ou dor de cotovelo.

Na maioria das ocasiões, o saquê é servido quente em uma temperatura que varia entre 40º e 55º C. Mas ele também pode ser tomado gelado ou misturado a outras bebidas e sucos, originando coquetéis muito interessantes. A maneira mais tradicional de servi-lo é em xícaras quadradas de madeira, chamadas “masu”, que conferem à bebida um suave sabor amadeirado. Nesse caso, sempre é servido frio com temperatura variando entre 20º e 40º C, uma vez que o saquê quente absorveria o gosto da madeira. Em muitos lugares, sugerem-se ainda que coloquem uma pitada de sal no canto do masu, um certo estilo adotado pelos jovens.

Rituais à parte, os efeitos “inebriantes” do saquê vão muito além das histórias fantásticas da antiguidade. O saquê é a bebida com mais alta porcentagem de álcool entre os fermentados do mundo. Sem ser diluído, chega a marca de 20% de teor alcoólico, enquanto uma cerveja não passa de 5% e o vinho de 12%. Mesmo assim, com menos álcool, ambos estão ganhando a queda-de-braço com o saquê no mercado japonês. Em 1872, quando a bebida era um dos principais produtos da economia do país, havia 30 mil fabricantes, hoje o numero não chega a 10% do total. São cerca de 2.300 produtores que fabricam anualmente, pouco menos que um bilhão de litros de saquê. O que não quer dizer que a bebida está em declínio, pelo contrário, alguns tipos de saquê atingem cifras absurdas, ganhando o status de bebida, como o saquê produzido na província de Hyogo, considerado o melhor do país. Uma simples garrafa pode custar até 300 mil ienes. E mesmo que a cerveja e o vinho continuem roubando espaço do saquê no Japão, uma coisa é certa: ele está na lista dos principais persongens da história do país e os japoneses não o deixaram de beber, pelo menos em comemoração a isso. E como beber saquê no Japão, é um ritual milenar e os excessos são jusificados por milhares de anos de história, o modo mais simples de se desculpar por qualquer estrago provocado em uma noite de bebedeira no Japão, é dizendo “Eu estava bebendo saquê...”. e o perdão é praticamente certo, seja qual for o dano causado.


Curiosidades sobre a degustação

Enquanto para se provar vinho, basta uma simples taça e não mais que meia dúzia de palavras para classifica-lo, o saquê tem uma infinidade de recepientes para ser tomado, conforme a região do país e a ocasião a ser celebrada. Só para expressar suas opiniões numa degustação de saquê, os especialistas têm a disposição um vocabulário com mais de noventa palavras, em sua maioria desconhecidas do público.
Uma sessão de degustação de saquê começa com uma regra fundamental: durante a reunião, só se pode falar em saquê.
As paredes da sala devem ser de cor creme claro e com janelas de face norte para aproveitar a luz natural do sol, no entanto, o saquê não deve estar sob exposição direta do mesmo. O horário de degustação sempre é entre às 10 e 11 horas da manhã, quando o sol ainda não está forte e os técnicos já fizeram a digestão do café e ainda não almoçaram. Não se degusta saquê com estomâgo cheio. A bebida é servida em temperatura ambiente, à cerca de 20ºC.
O copo usado é de porcelana branca com dois círculos azuis no interior, denominado de olho-de-cobra. Os círculos coloridos servem para que os especialistas avaliem a transparência da bebida, enquanto o fundo branco, é utilizado para observar a cor do saquê.

Existe um ritual especial à mesa para tomar o saquê. Levante o seu copinho para receber a bebida, servida sempre por seu vizinho de mesa, apoiando-o com a mão esquerda e segurando-o com a direita. É imprescindível que você sirva o seu vizinho de mesa porque não é de bom tom servir a si próprio. O copo de saquê deve sempre ficar cheio até o final da refeição. A tradição manda fazer um brinde, Campai, esvaziando o copinho num só gole. É sinal de hospitalidade e atenção.

Fonte: www.japao-online.com