Solidão ao Vento



De olhos fechados

Observo tudo que construí

Sinto-me perdida no tempo

Perdida dentro de mim

Já tentei me acostumar

Mas tudo me destrói

As palavras me ferem

Martelando minha cabeça

Com perguntas sem sentido

Sinto minhas lágrimas escorrerem

Molhando meu coração ressecado com meu medo...

Sinto-me afogada esperando alguem me salvar

Estou desesperada

Tentando não me odiar

Nada me faz sentir a vida...

Na escuridão das palavras me vejo...

Um lugar seguro onde posso descansar

Para continuar viver...

Tento não me enganar do que é real

Mas cada momento me faz me dizer quem eu sou

Sou partes de alguém que se jogou ao vento

Imaginando que só assim se esqueceria da vida

Sou um baú cheio de surpresas desagradáveis

Que pede pra não ser aberto

Sou um livro velho sem importância

Com páginas amareladas

Com rabiscos de alguém que um dia...

não quis mais viver...

Autor Desconhecido

1 comentários:

Lvros velhos de folhas amareladas e marcadas pelo tempo e pelo uso, são os melhores. São provas que um dia alguém os leu e viajou em suas páginas, nós somos assim, adquirimos uma bagagem imensa no decorrer da vida, baus cheios de surpresa e entre as más sempre haverá alguma encantadora. Somos importantes, não se esqueça disso. Beijos, fique com Deus