Cartas de Amor


Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor
Se não fossem
Ridículas.
Também escrevi em meu
Tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.
As cartas de amor,
Se há amor,
Têm de ser
Ridículas.
Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca
Escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas...

Álvaro de Campos ( heterônimo de Fernando Pessoa ) - 21/10/1935

2 comentários:

Queeee legal todo esse jogo de palavras, lindo*-*...

aaaaaahh elaine, meu comentários estavam fechados dasduhiasuhdiua, naquele lá eu até esqueci de fechar hduahudshdus... entããão, eu meio que desabafei ali, minha vontade era msm fazer aquilo huiahduihsdius, aiai essa vida...

um beijãã~~aao enormeeeeee (L)

Roberto Ney disse...

quando Bethania recitou esse poema no show dela, cada palavra era um arrepio a flor da pele... um poema simplista, mas que diz a verdade com uma óbviedade límpida... pois amar nunca é ridículo. Ridículo é quem não ama.
grande abraço!