Já Bocage não sou! . . . À cova escura



Já Bocage não sou! . . . À cova escura
Meu estro vai parar desfeito em vento . . .
Eu aos Céus ultrajei! O meu tormento
Leve me torne sempre a terra dura.

Conheço agora já quão vã figura
Em prosa e verso fez meu louco intento.
Musa! . . . Tivera algum merecimento,
Se um raio de razão seguisse, pura!

Eu me arrependo; a língua quase fria
Brade em alto pregão à mocidade,
Que atrás do som fantástico corria:

"Outro aretino fui . . . A santidade
Manchei . . . Oh!, se me creste, gente ímpia,
Rasga meus versos, crê na Eternidade!

Bocage

2 comentários:

Val disse...

Bocage?

quando eu era pqueno, ouviamos e contavamos oq eram chamadas de piadas de Bocage...

hoje ninguem mais fala nisso!!!

bjus Elaine!!!

Olavo disse...

Tenho um pouco dele...
Bom final de semana
Bjs